5 empresas de tecnologia e uma de bebidas se destacam entre as ações internacionais mais recomendadas de junho; veja quais

Um levantamento realizado pelo Money Times elencou as ações internacionais mais recomendadas para o mês de junho. As indicações são formadas por Brazilian Depositary Receipts (BDRs ou certificados brasileiros de valores mobiliários), que representam na B3 as ações de empresas listadas fora do Brasil.
O levantamento apontou a indicação de 62 empresas e contou com as carteiras do BTG Pactual, Itaú BBA, Empiricus, Santander e Genial Investimentos. As seis ações mais recomendadas empataram no primeiro lugar do ranking com 3 indicações cada.
Confira as BDRs mais recomendadas para junho
Amazon
A Amazon foi uma das novidades da carteira internacional da Empiricus neste mês. Segundo os analistas, a companhia apresentou resultados acima das expectativas do mercado, impulsionada por um crescimento de receita considerado mais robusto pelos investidores.
Em relação à estratégia mais cautelosa, a Empiricus explica que a decisão busca ampliar a diversificação da carteira, mantendo exposição às grandes empresas de tecnologia sem concentrar excessivamente os investimentos em companhias diretamente ligadas ao segmento de semicondutores e inteligência artificial.
O BTG Pactual reforçou a indicação, avaliando que a Amazon também está impulsionada pelo crescimento dos serviços de nuvem, novas oportunidades de expansão em inteligência artificial e avanço das operações de streaming via o Amazon Prime.
Microsoft
A Microsoft também foi uma das queridinhas do mês, ganhando maior exposição na carteira do Santander.
O relatório afirmou que a companhia possui atualmente um portfólio amplo e diversificado de produtos e serviços. O banco ainda destaca que a Microsoft apresenta um forte poder de fidelização de clientes, impulsionado pelos altos custos de substituição de suas soluções e, em alguns segmentos, pela falta de concorrentes capazes de oferecer o mesmo nível de qualidade e preço.
Além disso, a empresa opera em um mercado com elevadas barreiras de entrada e se beneficia de um forte efeito de rede, fatores que reforçam sua posição competitiva.
A Microsoft ainda recebeu recomendações da Empiricus e do BTG, que ressaltaram a integração de IA em seus principais produtos.
Nvidia
A Nvidia também cresceu na carteira da Empiricus, subindo de 10% para 15% em exposição. O relatório considerou que a companhia reúne fundamentos sólidos, perspectivas de crescimento favoráveis e uma avaliação atrativa.
A empresa divulgou resultados acima das expectativas e apresentou projeções robustas para os próximos trimestres, com potencial adicional de receita caso as vendas de chips para a China sejam retomadas em maior escala.
Além disso, mesmo crescendo acima da média do mercado, a Nvidia negocia a múltiplos semelhantes aos do S&P 500 e continua posicionada no centro da expansão dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, o que reforça sua relevância na carteira.
O BTG ainda declarou: “estamos otimistas com os avanços recentes no campo de inteligência artificial
e de large language models, com a NVIDIA se consolidando como uma das principais beneficiárias dada sua posição dominante no fornecimento de data centers”.
Meta
Para o Santander, a Meta é uma das principais beneficiárias da expansão da inteligência artificial, apoiada por seu amplo alcance global por meio de plataformas de comunicação amplamente utilizadas.
Segundo o banco, o forte efeito de rede da empresa favorece a monetização de seus serviços e aumenta a eficiência da publicidade digital, graças à capacidade de compreender os hábitos de seus usuários. Além disso, a Meta tem ampliado os investimentos em infraestrutura de IA e reforçado sua equipe com profissionais estratégicos vindos de outras empresas do setor.
A tese de investimento da Meta Platforms, de acordo com o BTG, está apoiada na forte geração de caixa de seu negócio de publicidade digital, liderado por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. Eles ainda ressaltam o avanço na verticalização de sua infraestrutura tecnológica, com investimentos em chips customizados para reduzir custos e aumentar eficiência.
Micron Technology
A Micron tem sido uma das principais beneficiárias da crescente demanda por memórias voltadas à inteligência artificial, segundo o Santander. A companhia tem sido impulsionada pelos elevados investimentos em infraestrutura anunciados pelas grandes empresas de tecnologia.
A Micron opera em um cenário de oferta limitada, o que fortalece seu poder de precificação, e já teria comercializado toda a capacidade de produção de memórias HBM prevista para 2026.
Além disso, a próxima geração de chips de IA deve ampliar a necessidade de soluções avançadas de memória, como as HBM4 desenvolvidas pela empresa, reforçando suas perspectivas de crescimento.
Coca-Cola
Entre as principais recomendações internacionais para o mês, a Coca-Cola se destaca, sendo a única empresa fora da área de tecnologia.
Para o BTG, a indicação é vista como uma aposta defensiva em meio às incertezas macroeconômicas globais, graças à resiliência de seus resultados e à forte demanda por suas marcas em diversos mercados.
A companhia também se destaca pelo poder de precificação, que permite repassar custos em períodos de inflação mais elevada e preservar margens de lucro. Além disso, a expectativa de elevado retorno sobre o patrimônio (ROE) em 2026 reforça a qualidade de seu modelo de negócios, enquanto suas ações são negociadas a múltiplos alinhados à média histórica.
O Santander concorda, afirmando que a Coca-Cola se destaca pelo portfólio diversificado de bebidas, capaz de atender diferentes perfis de consumidores ao redor do mundo. Entre os destaques está a Coca-Cola Zero, que tem registrado crescimento nas vendas em meio à busca por opções com menor teor de açúcar.
Além disso, a companhia ainda possui potencial para expandir sua presença em mercados emergentes, como Índia e China, o que pode sustentar o crescimento de longo prazo.
Confira o ranking de BDRs recomendadas para junho
| Empresa | Indicações |
| Amazon | 3 |
| Microsoft | 3 |
| Nvidia | 3 |
| Facebook/Meta | 3 |
| Micron Technology | 3 |
| Coca-Cola | 3 |
| Apple | 2 |
| Goldman Sachs | 2 |
| Eli Lilly | 2 |
| TSMC | 2 |
| Uber | 2 |
*Com supervisão de Juliana Américo
