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Sacre Investimentos
InternacionalCMDT
09/06/2026
3 min

Minerais críticos são prioridade dos EUA e país buscará financiar projetos no Brasil, diz cônsul

Minerais críticos são prioridade dos EUA e país buscará financiar projetos no Brasil, diz cônsul

Os minerais críticos entraram de vez no radar estratégico dos Estados Unidos e o Brasil aparece como um dos potenciais beneficiários desse movimento.

Durante painel do LIDE sobre as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos realizado nesta terça-feira (9), o cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Kevin Murakami, afirmou que o governo americano tem ampliado iniciativas para apoiar projetos ligados à mineração e infraestrutura no país.

A declaração foi dada após questionamento sobre o interesse americano em setores como terras raras, minerais estratégicos e energia, em meio à crescente disputa global por insumos considerados essenciais para a transição energética e para o desenvolvimento de tecnologias avançadas.

“Minerais críticos são uma prioridade para os Estados Unidos”, afirmou o diplomata.

Segundo Murakami, o governo americano já conta com instrumentos específicos para apoiar o desenvolvimento desses projetos no Brasil.

Um dos principais é a Development Finance Corporation (DFC), agência financeira do governo dos Estados Unidos voltada ao financiamento de projetos estratégicos em países parceiros.

De acordo com o cônsul, a DFC abriu um escritório em São Paulo há cerca de dois anos justamente para ampliar sua atuação na região. “O propósito desta agência é financiar, através de empréstimos e também parcerias, projetos de minerais críticos aqui no Brasil”, disse.

Corrida global por minerais

O interesse americano ocorre em um momento de crescente competição internacional por minerais considerados fundamentais para cadeias produtivas ligadas à eletrificação da economia, à inteligência artificial, à indústria de defesa e à produção de baterias.

Entre os materiais frequentemente classificados como críticos estão terras raras, lítio, níquel, cobre, grafite e outros minerais estratégicos.

O Brasil possui algumas das maiores reservas minerais do mundo e é frequentemente apontado por investidores e governos estrangeiros como um potencial fornecedor alternativo em meio aos esforços globais para reduzir a dependência da China em determinadas cadeias de suprimentos.

Segundo Murakami, o objetivo dos financiamentos é permitir que empresas brasileiras desenvolvam projetos seguindo padrões internacionais de transparência e governança.

Infraestrutura também entra no radar

O apoio da DFC não deve se restringir à mineração. O diplomata afirmou que a agência também busca oportunidades em projetos de infraestrutura considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico brasileiro.

“Não é somente para financiar projetos mineiros, mas também qualquer projeto de infraestrutura e outros projetos estratégicos”, afirmou.

A fala reforça o interesse crescente dos Estados Unidos em ampliar sua presença econômica na América Latina em áreas consideradas prioritárias para a segurança econômica e energética do país.

Investimento brasileiro nos EUA também cresce

Ao longo de sua apresentação, Murakami também destacou que os Estados Unidos estão buscando atrair mais investimentos de empresas brasileiras.

Segundo ele, o movimento tem ganhado força nos últimos anos e já envolve companhias como JBS (JBSS32), Embraer (EMBJ3), Portobello e CBC.

Na avaliação do diplomata, a combinação entre incentivos estaduais, segurança jurídica, acesso a capital e políticas voltadas à atração de investimentos criou um ambiente favorável para a expansão internacional das empresas brasileiras.

“Hoje as empresas brasileiras já não perguntam se devem investir nos Estados Unidos, mas quando e como”, afirmou.

AutorVitor Azevedo
FonteMoney Times
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