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Sacre Investimentos
Mercados
09/06/2026
3 min

Taxas de DIs fecham em leve, mas curva já aponta potencial alta na Selic em agosto

Taxas de DIs fecham em leve, mas curva já aponta potencial alta na Selic em agosto

A curva de juros futuros interromperam a sequência de seis dias de alta consecutivos com breve alívio nos preços do petróleo e enfraquecimento do dólar com o conflito no Oriente Médio ainda no radar.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 4 pontos-base, em relação ao ajuste anterior, e fechou a 14,480% ante 14,430% do fechamento anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,920% ante 14,945% do fechamento anterior, recuo de quase 3 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,625% ante 14,710% do fechamento da última segunda-feira (8), queda de cerca de 8 pontos-base.

O mercado de títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fechou em queda à espera de novos dados de inflação.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – terminou a 4,120% ante 4,158% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — caiu para 4,520%, de 4,550% da última segunda-feira (8).

De olho na Selic

A deterioração das expectativas do mercado para inflação e para a política monetária continuou a impactar a curva a termo com o mercado já precificando chance de altas, ainda que minoritárias, na Selic no segundo semestre deste ano.

Desde o fim do mês passado, grandes players do mercado vêm alterando as projeções macroeconômicas, após o resultado ‘robusto’ do Produto Interno Bruto (PIB) e outros dados mais fortes do que o esperado. Os impactos do conflito no Oriente Médio nos preços de energia e potencial reflexo na inflação também figuram como pano de fundo das revisões.

Isso tem se traduzido em estimativas de um ciclo de corte de juros mais curto e, portanto, Selic mais alta no fim de 2026.

Nesta terça-feira, o BTG Pactual afirmou, em relatório, que espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduza a taxa em 25 pontos-base, de 14,50% ao ano para 14,25 a.a. na próxima semana, o último ajuste do ciclo iniciado em março deste ano.

Já acurva precifica manutenção dos juros desde a última sexta-feira (5). Hoje, as Opções do Copom negociadas na B3 apontam 62,50% de chance de manutenção da Selic na próxima decisão, segundo a atualização mais recente de ontem (8). A probabilidade de corte de 25 pontos-base é de 35%.

No período da tarde, o contrato de DI para janeiro de 2027 chegou a precificar uma eventual alta de 25 pontos-base em agosto, ainda que marginalmente.

Nos Estados Unidos, a precificação de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central do país) no segundo semestre está praticamente consolidada desde a semana passada, após dados do mercado de trabalho bem mais fortes do que o esperado.

No final da tarde de hoje, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 50,5% de chance de o Fed retomar o aperto monetário na decisão de política monetária em outubro. Atualmente, a taxa de referência dos EUA está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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