Simulador de
Consórcio Estratégico
Compare em 20 anos o patrimônio de um consórcio contra o financiamento ou a compra à vista. Responda 5 perguntas e veja o gráfico.
Diagnóstico patrimonial
Compare, com números, consórcio, financiamento e compra à vista partindo do mesmo capital. O resultado depende das premissas, que ficam abertas na tela.
20 anos de projeção
Gráfico do patrimônio líquido ano a ano.
Premissas abertas
Você vê todos os parâmetros usados no cálculo.
Resultado honesto
Se a alternativa for melhor para o seu caso, o resultado mostra.
Como funciona a calculadora
A calculadora compara três caminhos para adquirir o mesmo bem. Todos partem do mesmo capital inicial, igual ao crédito desejado, e o resultado é o patrimônio líquido de cada um, ano a ano, ao longo de 20 anos.
Consórcio
O capital fica aplicado. As parcelas, o lance próprio e o custo de espera saem da aplicação. Depois da contemplação, o bem entra no patrimônio e o saldo devedor é descontado.
Financiamento
Paga-se uma entrada com o capital e financia-se o restante pela tabela Price. O capital que sobrou continua aplicado e o bem entra no patrimônio, menos o saldo devedor.
Compra à vista
O capital paga o bem e nada fica aplicado. O patrimônio é o valor do bem ao longo do tempo.
Passo a passo
- 1Você escolhe o ativo e o valor de crédito que quer receber.
- 2Os três cenários partem do mesmo capital, igual ao crédito desejado.
- 3Mês a mês, a aplicação rende e as parcelas de cada cenário são pagas a partir dela.
- 4Ao fim de cada ano, o patrimônio líquido é registrado: aplicação mais valor do bem, menos dívida.
- 5O gráfico mostra a evolução em 20 anos e o resultado compara o patrimônio final das alternativas.
Use a cotação real
Preencha as condições da proposta para ver a estratégia com os números do grupo: taxa de administração, fundo de reserva, prazo, lance embutido e índice de reajuste. Os campos ficam nas opções avançadas, no último passo.
A lógica da alavancagem
É o raciocínio por trás da estratégia que a simulação testa. Ele não é uma regra que sempre funciona.
- 1O dinheiro que compraria o bem fica aplicado e continua rendendo.
- 2O consórcio entrega a carta de crédito, e é com ela que o bem é adquirido.
- 3As parcelas saem do rendimento da aplicação e, se ele não bastar, saem do principal aplicado.
- 4Ao fim da carta, você tem o bem, que acompanha o índice de reajuste da carta, e o que sobrou aplicado.
- 5Isso tende a funcionar quando o rendimento líquido supera o custo efetivo do consórcio. É uma aposta nesse spread, e o resultado muda quando os juros mudam.
O que entra na conta
Estas são as regras usadas pelo motor de cálculo. Os números citados vêm dos parâmetros da simulação, listados mais abaixo com suas fontes.
Parcela do consórcio
Parcela = (1 + taxa de administração + fundo de reserva) ÷ prazo × carta × índice de reajuste. Hoje: taxa de administração de 15%, fundo de reserva de 2% e prazo de 200 meses para imóvel. A parcela é um percentual da carta, que sobe com o índice do contrato.
Carta e lance embutido
Por padrão, a carta é igual ao crédito desejado. Se você ligar o lance embutido de 30% nas opções avançadas, a carta passa a ser crédito ÷ (1 − lance embutido), maior que o crédito, e essa parte é usada para quitar prestações na contemplação.
Lance próprio
Quando você tem recurso, o lance próprio de 10% da carta é pago com a aplicação no mês da contemplação (e soma-se ao lance embutido, se ele estiver ligado).
Saldo devedor
Na contemplação, o saldo devedor é a obrigação total menos as parcelas pagas e os lances. O saldo restante é dividido pelas parcelas que faltam e continua indexado.
Custo de espera do imóvel
Até a contemplação, sai da aplicação um valor mensal equivalente a 6,13% ao ano sobre o valor do imóvel, que representa o aluguel que se deixa de economizar por ainda não ter o bem. Não se aplica a veículo, energia, aeronave e embarcação.
Financiamento
Tabela Price com entrada de 20% paga com a aplicação. A taxa efetiva anual combina a taxa do contrato e a TR: (1 + taxa) × (1 + TR) − 1. Para imóvel, a taxa efetiva usada é 13,24% ao ano.
Custo efetivo estimado do consórcio (TIR)
É a taxa interna de retorno (TIR) dos fluxos de caixa nominais: crédito recebido, parcelas já reajustadas, lances e devolução do fundo. Como inclui o reajuste da carta, é uma taxa nominal, e não o CET regulamentar de uma administradora. Em alguns cenários, como veículo sem lance próprio, não existe taxa calculável e o resultado aparece como n/d.
Exemplo calculado agora
Imóvel de R$ 500.000, com recurso para o lance próprio e comparação com financiamento em 30 anos. Os números abaixo saem do mesmo motor da simulação.
- Carta de crédito
- R$ 500.000
- Lance próprio
- R$ 53.330
- Mês de contemplação
- Mês 12
- Parcela antes da contemplação
- R$ 2.925
- Parcela após a contemplação
- R$ 2.836
- Parcela do financiamento
- R$ 4.269
- Custo efetivo estimado (TIR)
- 8,72%
- Patrimônio final do consórcio
- R$ 2.358.745
- Patrimônio final do financiamento
- R$ 1.408.402
- Diferença (consórcio menos financiamento)
- +R$ 950.343
Premissas e fontes
Cada parâmetro abaixo é lido diretamente da configuração do motor. Valores marcados como estimativa não têm série pública própria e devem ser validados com um especialista.
- CDI anual bruto (aproximação pela meta Selic)13,65%Banco Central do Brasil, Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS), série 432 (Selic meta)abrir fonte
- Alíquota de IR sobre a aplicação15%Receita Federal, tabela regressiva de renda fixa (acima de 720 dias)abrir fonte
- Rendimento mensal líquido (constante por 20 anos)0,92% a.m.Calculado a partir do CDI e do IR acima
- Reajuste anual da carta (imóvel)6,66% a.a.INCC 12m, BCB SGS 192 (set/2026)Banco Central do Brasil, SGS, série 192 (INCC)abrir fonte
- Reajuste anual da carta (veículo e demais)4,58% a.a.IPCA 12m, BCB SGS 13522 (set/2026)Banco Central do Brasil, SGS, série 13522 (IPCA)abrir fonte
- Taxa do financiamento imobiliário (a.a.)11% a.a.faixa 10,26–11,70% a.a. + TR (MySide, jun/2026; TR BCB SGS 7811)Faixa de mercado de financiamento imobiliário
- TR anual (financiamento imobiliário)2,02% a.a.Banco Central do Brasil, SGS, série 7811 (TR mensal, ago–out/2026, anualizada)abrir fonte
- Taxa do financiamento de veículos (efetiva a.a.)26,42% a.a.taxa média PF aquisição de veículos, BCB SGS 20749 (ago/2026)Banco Central do Brasil, série 20749abrir fonte
- Taxa média de financiamento de veículos (versão mensal)-Banco Central do Brasil, série 25471 (taxa média mensal de juros, pessoas físicas, aquisição de veículos): mesma série da 20749, em % ao mêsabrir fonte
- Entrada do financiamento20%Estimativa: padrão usado por comparadores de mercado
- Taxa de administração total15%Estimativa dentro da faixa praticada pelo mercado; varia por administradora e grupoabrir fonte
- Fundo de reserva2%Estimativa dentro da faixa praticada pelo mercado; varia por grupoabrir fonte
- Prazo do plano de imóvel200 mesesEstimativa; varia por grupo
- Prazo do plano de veículo e demais100 mesesEstimativa; varia por grupo
- Lance embutido (% da carta)30%Premissa da simulação; o percentual máximo e as regras do lance embutido variam conforme o grupo e o contrato (ABAC cita grupos com 30% e 50%)
- Lance próprio adicional (% da carta)10%Estimativa da simulação, quando há liquidez
- Devolução do fundo de reserva ao final (fração do fundo)50%Estimativa; depende do rateio do grupo
- Contemplação padrão de imóvel (sem / com lance próprio)mês 24 / mês 12Estimativa sem estatística pública; a contemplação não é garantida
- Contemplação padrão de veículo e demais (sem / com lance próprio)mês 24 / mês 12Estimativa sem estatística pública; a contemplação não é garantida
- Retorno anual do aluguel (custo de espera do imóvel)6,13% a.a.FipeZAP, índice de locação residencial, set/2026
Referências
- Banco Central do Brasil, SGSSéries 192 (INCC), 13522 (IPCA), 7811 (TR) e 432 (Selic meta).
- Receita Federal, tabelas do imposto de rendaTabela regressiva de renda fixa.
- Lei 11.795/2008Lei do Sistema de Consórcios.
- Resolução BCB 285/2023Disponível em normativos.bcb.gov.br.
- ABACAssociação Brasileira de Administradoras de Consórcios.
- FipeZAPÍndice de locação residencial, set/2026.
Limitações
Nenhum modelo reproduz a realidade por completo. Estes são os pontos que esta simulação não captura ou simplifica.
O maior driver do resultado
O rendimento da aplicação é mantido constante por todos os 20 anos. Como o capital aplicado é o principal motor do consórcio na simulação, uma taxa de juros menor ao longo do tempo reduz o resultado, e uma taxa maior o aumenta.
O que não está modelado
- Não modelado: seguro e taxa de adesão do consórcio; MIP/DFI, tarifas e IOF do financiamento; depreciação de veículos
- A data de contemplação é uma estimativa e não há garantia de que ela ocorra no mês simulado.
- As condições reais variam por administradora, grupo, contrato e perfil do cliente.
- Impostos além do IR sobre a aplicação e custos de transferência do bem não estão incluídos.
Consórcio na lei
Um resumo curto de pontos da Lei 11.795/2008 que sustentam a lógica da simulação. Para decisões, leia o contrato e a legislação completa.
Lei 11.795/2008, art. 22
A contemplação é feita por sorteio ou por lance, conforme previsto no contrato.
Lei 11.795/2008, art. 24
O crédito corresponde ao valor do bem na data da assembleia de contemplação.
Lei 11.795/2008, art. 27
A prestação soma o fundo comum, a taxa de administração e demais obrigações, expressas como percentual do preço do bem. A antecipação da taxa de administração só ocorre se prevista no contrato.
Lei 11.795/2008, art. 30
O consorciado excluído e não contemplado tem direito à restituição do fundo comum, com seus rendimentos.
Perguntas frequentes
O que é lance embutido?
É a parte da própria carta de crédito usada para quitar prestações, conforme as regras do grupo e do contrato. Na simulação ele pode ser ligado nas opções avançadas, com 30% da carta, e por padrão está desligado. Ligado, a carta fica maior que o crédito (há um acréscimo) para que o crédito líquido saia inteiro depois do lance embutido. Desligado, a carta é igual ao crédito.
Por que a parcela sobe ao longo do tempo?
Porque a parcela é um percentual do preço do bem (Lei 11.795/2008, art. 27) e a carta é reajustada por um índice do contrato. Na simulação, o reajuste anual usado é de 6,66% para imóvel e 4,58% para veículo e demais categorias.
Quando serei contemplado?
Não há como saber. A contemplação ocorre por sorteio ou por lance, conforme o contrato (Lei 11.795/2008, art. 22), e depende do grupo. A simulação usa uma estimativa e mostra, na tabela de sensibilidade, o que muda se ela acontecer mais tarde.
O que acontece se eu desistir?
A lei prevê que o consorciado excluído e não contemplado tem direito à restituição do fundo comum, com seus rendimentos (art. 30). As condições práticas constam no contrato; confirme com a administradora antes de decidir.
O consórcio tem juros?
Não há uma taxa de juros contratada como no financiamento, mas existem taxa de administração e fundo de reserva sobre a carta, além do reajuste. Por isso, compare pelo custo total e não pelo nome: o CET da simulação mostra esse custo quando ele é calculável.
Por que o resultado pode favorecer a alternativa?
Porque o resultado depende das premissas. Se a contemplação demora, se o rendimento da aplicação é baixo ou se a taxa do financiamento é menor, a alternativa pode terminar com patrimônio maior. A simulação mostra isso honestamente.
O que a simulação não inclui?
Não inclui seguros, taxa de adesão, tarifas e IOF do financiamento, depreciação de veículos, aluguel fora do imóvel nem variações de juros ao longo do tempo. A lista completa aparece nas premissas do resultado e na seção de limitações.
Como falo com um especialista?
Ao final da simulação há o botão Falar com especialista, que abre uma conversa no WhatsApp da Sacre com o resumo do seu cenário.
O consórcio sempre compensa para quem tem o dinheiro para comprar à vista?
Não. Depende do spread entre o rendimento da aplicação e o custo do consórcio, do reajuste da carta, das taxas e do mês de contemplação. O ponto de equilíbrio no resultado mostra o rendimento a partir do qual o consórcio empata com a compra à vista.
Por que o dinheiro aplicado acaba antes do fim da carta?
Porque a parcela é reajustada todo ano pelo índice da carta e o rendimento da aplicação não acompanha esse reajuste. Além disso, as taxas e os lances incidem sobre a carta contratada. Quando a parcela supera o rendimento, parte dela passa a sair do principal aplicado.
O que muda se os juros caírem?
O rendimento da aplicação diminui e, com ele, o patrimônio do consórcio, já que as parcelas dependem desse rendimento. A tabela E se os juros mudarem? mostra o efeito de outros rendimentos. Ela é uma hipótese de comparação, não uma previsão.
Posso usar os números da proposta que recebi?
Sim. Nas opções avançadas do último passo você informa a taxa de administração, o fundo de reserva, o prazo, se há lance embutido e o índice de reajuste do grupo. Só os campos que você alterar substituem os padrões, e o resultado mostra quais valores foram usados. Confirme sempre as condições finais no contrato.
Aviso legal
Esta é uma simulação ilustrativa. Ela não constitui oferta, recomendação de investimento nem garantia de contemplação ou de rentabilidade. Os resultados dependem das premissas adotadas, que são estimativas. Consulte o contrato e a administradora, que deve ser autorizada pelo Banco Central do Brasil, antes de qualquer decisão.
