1 em cada 3 motoristas de carro flex abastece com etanol. E você? Os destaques do Agro Times
Bom dia, investidor! O consumo é o grande tendão de Aquiles do setor do etanol. Quando você encosta no posto, o que determina a escolha entre gasolina e etanol? O preço na placa, a autonomia do carro, a preocupação com o meio ambiente ou aquele hábito que você já nem questiona? Para quem abastece, a […]

Bom dia, investidor!
O consumo é o grande tendão de Aquiles do setor do etanol.
Quando você encosta no posto, o que determina a escolha entre gasolina e etanol? O preço na placa, a autonomia do carro, a preocupação com o meio ambiente ou aquele hábito que você já nem questiona?
Para quem abastece, a decisão pode durar poucos segundos. Para quem produz o biocombustível, ela ajuda a definir o futuro do negócio.
Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita
Enquanto as usinas buscam produzir mais e melhor, permanece a pergunta: quem vai comprar esse combustível?
Apenas um terço dos motoristas de carros flex abastece com etanol, segundo estimativa citada por João Rosa, sócio-diretor do Pecege Consultoria e Projetos, durante a 9ª Conferência Nova Cana. O evento reuniu especialistas do setor e trouxe debates bastante qualificados sobre os desafios e as oportunidades para o biocombustível.
Ou seja, existe um público que já pode escolher o etanol, mas continua optando pela gasolina.
Conquistar esse consumidor passa por uma conta que o investidor conhece bem: o retorno precisa compensar. No posto, isso significa olhar para quanto custa rodar com cada combustível, além da conveniência e da autonomia.
Foi nesse contexto que surgiram alguns dos debates que você acompanhou aqui no Agro Times nesta semana. Carros 100% a etanol seriam um avanço ou um retrocesso? Até onde deve ir a mistura do biocombustível na gasolina? E quais caminhos podem ampliar o consumo para além dos automóveis de passeio?
Do lado da produção, as possibilidades também se multiplicam. A integração entre cana e milho abre espaço para aproveitar melhor a estrutura das usinas. Os coprodutos podem aproximar essas operações dos confinamentos. E os resíduos ganham outra perspectiva com o biometano, o chamado “pré-sal caipira”.
Para o investidor, essas discussões têm um ponto em comum: como transformar capacidade produtiva e novas oportunidades em receita, margem e geração de caixa.
O caso da Raízen também atravessa essa conversa, trazendo à tona o debate sobre endividamento, expansão e o perfil de quem compra usinas.
O setor ainda precisa lidar com crenças que pesam na decisão de abastecer, como a ideia de que o álcool faz mal ao motor. Sempre que ouço isso, penso no meu Kia Soul 2011 vermelho, batizado de Relâmpago — espero que você entenda a referência. Ele está comigo há quatro anos, não conhece outro combustível e não passou por nenhuma retífica nesse período. Meu relato não é um teste de laboratório, claro, mas o Relâmpago segue firme por aqui.
E você: qual combustível vai escolher na próxima vez que for ao posto?
Boa leitura, bom domingo e bom voto!
Seleção Agro Times
Após as usinas flex, o próximo passo do etanol está no confinamento?
Após integrar cana e milho, usinas de etanol podem avançar para confinamentos, aproveitando coprodutos e diversificando receitas.
Após as usinas flex, o próximo passo do etanol está no confinamento? – Money Times
Desconsolidação das usinas? Caso Raízen (RAIZ4) muda perfil de quem compra e vira ‘lição do que não fazer’
O debate ganha relevância diante da reestruturação financeira da Raízen, que entrou em recuperação extrajudicial e teve seu plano homologado pela Justiça em julho.
Raízen (RAIZ4) propõe novo conselho, novas ações e redução de capital de até R$ 35 bi; medidas passarão por AGE
A companhia também pretende criar um programa de Units, compostas por uma ação ordinária mais uma ação preferencial Classe A.
‘Gasolina sabor etanol’: mistura se aproxima de patamar perigoso, alerta Pecege
“Nós estamos muito perto de uma participação de mistura que começa a ser perigosa junto ao consumidor”, disse o diretor do Pecege.
‘Gasolina sabor etanol’: mistura se aproxima de patamar perigoso, alerta Pecege – Money Times
Carros 100% a etanol: avanço ou retrocesso? Pecege e Evolua defendem opção; Bradesco vê bolso como decisivo
O assunto foi discutido durante o painel “O dilema do etanol no Brasil: sobreoferta ou sobredemanda?”, da 9ª Conferência Nova Cana.
Pré-sal caipira? A joia que nasce dos resíduos do etanol e pode ampliar os negócios das usinas
De acordo com uma tese de repercussão geral aprovada pela Corte em 2020, as usinas só podem ser indenizadas caso seja comprovado prejuízo.
Boi em alta e margens em recuperação nos EUA: o que o BofA espera para JBS (JBSS32), MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3)
No Brasil, a perspectiva de valorização do gado acompanha a entrada na fase de retenção de bovinos.
150 toneladas por hectare: como o CTC quer dobrar a produtividade da cana até 2040
Plano combina melhoramento genético, biotecnologia, sementes sintéticas e manejo para ampliar a produção sem aumentar a área cultivada.
150 toneladas por hectare: como o CTC quer dobrar a produtividade da cana até 2040 – Money Times
