10 ações para investir em agosto e se proteger das oscilações do ciclo eleitoral, segundo BTG Pactual
O BTG Pactual realizou ajustes na carteira recomendada de ações para o mês de agosto, visando um portfólio mais equilibrado, preparado para as oscilações do ciclo eleitoral. Neste cenário, deixam a carteira as ações da Ambev (ABEV3) e Allos (ALOS3), abrindo espaço para uma maior exposição a câmbio com a Gerdau (GGBR4) e a serviços […]

O BTG Pactual realizou ajustes na carteira recomendada de açõespara o mês de agosto, visando um portfólio mais equilibrado, preparado para as oscilações do ciclo eleitoral.
Neste cenário, deixam a carteira as ações da Ambev (ABEV3) e Allos (ALOS3), abrindo espaço para uma maior exposição a câmbio com a Gerdau (GGBR4) e a serviços básicos com a Copasa (CSMG3). Além disso, os analistas elevaram o peso da Petrobras (PETR4) de 10% para 15%, elevando a exposição a preços de petróleo, câmbio e dividendos.
Completam o portfólio as ações do Itaú Unibanco (ITUB4), Axia Energia (AXIA3), Embraer (EMBJ3), Eneva (ENEV3), Motiva (MOTV3), Totvs (TOTS3) e Cury (CURY3).
Em julho, o desempenho da carteira foi de +1,1%, abaixo do avanço de 3,5% do Ibovespa (IBOV).
Cenário precificado
Com os juros reais de longo prazo próximos de 8%, os analistas do BTG Pactual ponderam que o mercado não está precificando qualquer alívio para as contas fiscais do país.
Na leitura do banco, é possível que, se reeleito, o presidente Lulacontinue pressionando por mais gastos fiscais. No entanto, veem os benefícios de insistir em uma política fiscal expansionista limitados.
“Por outro lado, se ele iniciar um quarto mandato aliviando a pressão fiscal, poderíamos ver um rali. Os preços dos ativos reagirão de forma muito diferente dependendo do caminho escolhido. Em nossa visão, os juros de longo prazo e as ações já precificam uma quantidade considerável de risco fiscal, enquanto o real não”, dizem os analistas.
Em um cenário de melhora das contas fiscais e juros de longo prazo menores, principalmente a parcela da carteira exposta a serviços básicos e infraestrutura, além de financeiro e construtoras (60% do portfólio) deve performar bem.
No entanto, se o cenário caminhar na direção oposta, as posições de câmbio somadas à Petrobras (35%) devem oferecer alguma proteção interessante.
Receba gratuitamente as newsletters do Money Times
Novas integrantes
Sobre a entrada de Copasa, o BTG recorda que em junho a companhia concluiu com sucesso seu processo de privatização, com a Equatorialse tornando a acionista de referência por meio de uma participação de 30%.
A Equatorial possui um dos mais fortes históricos de reestruturação corporativa do país, e os analistas não esperam um resultado diferente para a Copasa. O BTG vê a Copasa negociando a uma TIR (taxa interna de retorno) real de 10,7% e acredita que ela pode se tornar uma história de dividendos atrativa em breve.
Já a tese do banco sobre a Gerdau se apoia em três pilares principais. Primeiro, cerca de 75% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) está exposto aos Estados Unidos (EUA), onde os analistas esperam que as margens permaneçam acima de 20% por mais tempo.
“Os EUA continuam mantendo uma postura proativa em relação a qualquer potencial desescalada do USMCA ou do ambiente tarifário, enquanto preços do aço sequencialmente mais altos, custos de sucata amplamente estáveis e a demanda resiliente, particularmente de data centers, sustentam spreads de metal atrativos e impulsionam revisões de lucros”, dizem os analistas do banco.
Além disso, sobre a performance no Brasil, o pior parece ter ficado para trás. As margens provavelmente já atingiram patamares reduzidos, enquanto as medidas antidumping iniciais, embora ainda limitadas, representam um primeiro passo positivo rumo a um ambiente competitivo mais equilibrado.
“Terceiro, a Gerdau oferece proteção cambial relevante em meio a um cenário eleitoral brasileiro incerto, dado que cerca de 75% do Ebitda é dolarizado. No geral, a história combina o perfil de alta qualidade da Gerdau, momentum positivo de resultados e suporte de valuation”, diz o BTG.
Carteira de ações do BTG para agosto
| Empresa | Código | Peso (%) | Potencial de alta (%) | P/L (preço sobre o lucro) estimado para 2026 |
| Petrobras | PETR4 | 15% | 13% | 4,5x |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 15% | 21% | 9,2x |
| Axia | AXIA3 | 10% | 26% | 16,2x |
| Embraer | EMBJ3 | 10% | 42% | 25,6x |
| Eneva | ENEV3 | 10% | 18% | 80,7x |
| Gerdau | GGBR4 | 10% | 12% | 8,9x |
| Motiva | MOTV3 | 10% | 36% | 11,5x |
| Copasa | CSMG3 | 5% | 26% | 16,4x |
| Totvs | TOTS3 | 5% | 77% | 15,9x |
| Cury | CURY3 | 10% | 46% | 7,0x |
