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22/10/2026
3 min

3tentos (TTEN3): quebra da safra de canola pode custar R$ 20 milhões em Ebitda, diz Santander

A quebra na safra de canola no Brasil pode custar cerca de R$ 20 milhões em Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) à 3tentos (TTEN3) no primeiro trimestre de 2027, segundo estimativa do Santander. Eventos climáticos adversos, como tempestades, granizo e geadas, reduziram em um terço o potencial produtivo da oleaginosa desde […]

3tentos (TTEN3): quebra da safra de canola pode custar R$ 20 milhões em Ebitda, diz Santander

A quebra na safra de canola no Brasil pode custar cerca de R$ 20 milhões em Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) à 3tentos (TTEN3) no primeiro trimestre de 2027, segundo estimativa do Santander. Eventos climáticos adversos, como tempestades, granizo e geadas, reduziram em um terço o potencial produtivo da oleaginosa desde julho, limitando a disponibilidade de matéria-prima para a companhia.

Em relatório, os analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata estimam que a originação de canola da 3tentos pode alcançar aproximadamente 120 mil toneladas em 2026, abaixo das 180 mil toneladas previstas pela empresa. A projeção considera uma participação de 25% da companhia na produção brasileira da cultura.

A quebra ocorre após um início de temporada promissor. Em 15 de julho, o primeiro boletim da Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) estimava uma produção potencial de 755 mil toneladas, em uma área de 415 mil hectares. Já o levantamento divulgado em 15 de outubro reduziu a estimativa para 507 mil toneladas, em 405 mil hectares, uma queda de 33% em relação à projeção inicial.

Impacto deve aparecer em 2027

A menor oferta de canola deve afetar principalmente a operação de esmagamento da 3tentos em Ijuí (RS), adaptada para processar até 1.200 toneladas da oleaginosa por dia entre setembro e fevereiro.

Segundo o Santander, a capacidade de processamento da unidade entre setembro e dezembro é de aproximadamente 132 mil toneladas, o que deve limitar o impacto da quebra sobre os resultados do quarto trimestre de 2026. A pressão mais significativa, porém, deve ocorrer no primeiro trimestre de 2027, com a redução da disponibilidade da matéria-prima.

O efeito financeiro decorre das margens mais elevadas da canola em comparação com as da soja. O Santander estima um lucro bruto de quase R$ 730 por tonelada esmagada da oleaginosa. Com a menor oferta, a perda de volume processado pode reduzir o Ebitda da companhia em cerca de R$ 20 milhões no primeiro trimestre do próximo ano.

A 3tentos também está exposta à cultura por meio da comercialização de insumos e da concessão de crédito aos produtores rurais. A expansão da canola, portanto, representa uma oportunidade para diferentes frentes de negócio da companhia.

Santander mantém visão positiva para a 3tentos

Apesar do revés climático, o Santander considera limitado o impacto financeiro estimado e mantém recomendação outperform, equivalente à compra, para as ações TTEN3. O banco tem preço-alvo de R$ 26,60, ante cotação de R$ 13,69 considerada no relatório, o que representa um potencial de valorização de cerca de 94%.



Na avaliação dos analistas, a rentabilidade da canola continua atrativa para os produtores rurais, favorecendo o aumento da área plantada nos próximos anos. Assim, embora a quebra da safra represente um obstáculo de curto prazo, a expansão da cultura segue como um fator positivo para as perspectivas de crescimento da 3tentos.

AutorPasquale Augusto
FonteMoney Times
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