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Sacre Investimentos
BússolaBDR
07/10/2026
3 min

78% dos fãs de séries e games seguem engajados após o pico de audiência

Nestlé e Netflix já testam estratégias que transformam comunidades de fãs em espaços de conteúdo, produtos e ativações

78% dos fãs de séries e games seguem engajados após o pico de audiência
RESUMO +

A plataforma de fandoms Fandom aponta que 78% dos membros de comunidades de fãs acompanham lançamentos mesmo depois do pico de audiência de séries e games. No Brasil, a Fandom registra 8,8 milhões de usuários mensais, e o comportamento abre espaço para marcas combinarem grandes momentos de alcance com ambientes de interesse ativo.

Já faz mais de um ano desde o lançamento e ainda encontramos produtos de Guerreiras do K-pop nas prateleiras.

É claro que grandes séries e games cultivam fãs dedicados, mas isso não é só coisa de criança: 78% dos membros da comunidade de fãs acompanham os lançamentos posteriores ao pico de audiência segundo a Fandom.

E por “pico”, entende-se o lançamento da nova temporada de uma série ou um novo título de uma franquia de games. Os fãs não esquecem, eles continuam consumindo, mas o marketing não parece aproveitar tanto este aspecto cultural moderno.

“O interesse do público não desaparece quando uma estreia ou um evento termina.

As comunidades continuam ativas, e existe um valor importante aí que ainda pode ser mais explorado pelas marcas”, afirma Bruno Almeida, CEO da US Media, parceira de publicidade exclusiva do Fandom no Brasil.

A plataforma de fandoms (termo em inglês que dá para traduzir como “fã clube”), reúne 300 milhões de usuários mensais, mais de 250 mil comunidades criadas pelos próprios fãs, 45 milhões de páginas de conteúdo e 5 bilhões de visualizações de vídeos.

O volume de dados foi usado em pesquisa de insights interessantes para a publicidade.

O que mais revelou a pesquisa da Fandom?

75% consultam páginas com informações sobre os universos das obras como segunda tela durante séries e filmes. Outros 40% são mais propensos a estar entre os primeiros a ver novos conteúdos.

Todo um universo se desenvolve em torno de filmes, séries, games, personagens e franquias. Nele, o interesse pode se desdobrar em diferentes formas de consumo.

No Brasil, essa audiência também tem escala.

A plataforma registra mais de 8,8 milhões de usuários mensais e alcança, todos os meses, 56% da Gen Z, entre 16 e 24 anos, e 35% dos Millennials, entre 25 e 44 anos.

Entre os jovens adultos de 18 a 34 anos, são mais de 7 milhões alcançados mensalmente, segundo dados internos de 2026.

O movimento já aparece nas estratégias de grandes empresas

Em junho, a Nestlé lançou a Moça Lovers, comunidade criada para transformar consumidores em participantes e produtores de conteúdo, com desafios e recompensas em torno da marca.

Já no entretenimento, a última temporada de Stranger Things levou a Netflix a fechar seu recorde de parcerias comerciais no Brasil, com 26 marcas envolvidas em produtos licenciados, experiências e ativações digitais.

Para o mercado publicitário, esse comportamento abre espaço para diversificar o planejamento de mídia, combinando os grandes momentos de alcance com ambientes em que o público já demonstra interesse ativo por determinados universos.

“Hoje, olhar só para alcance já não é suficiente.

As marcas também precisam entender onde estão entrando, por que aquele público está ali e qual é a relação dele com aquele conteúdo.

Quando você traz esse contexto para o planejamento, consegue tomar decisões de mídia muito mais qualificadas”, conclui Almeida.

AutorBússola
FonteExame
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