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Sacre Investimentos
EmpresasACS
02/10/2026
4 min

A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro

A possibilidade de eleição de Flávio Bolsonaro pode trazer alívio sobretudo para o principal entrave da companhia no momento: o governo Donald Trump

A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro

Enquanto bancos elegem os seus papéis para aproveitar o ‘trade eleitoral’, uma ação escondida e pouco coberta por analistas chegou a saltar mais de 100% com a ascensão de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais: a Taurus (TASA4).

Entre a mínima, em junho, e a máxima, em 21 de setembro, o papel saltou 121%, segundo dados do Google Finance.

A possível eleição de Flávio Bolsonaro pode trazer alívio sobretudo para o principal entrave da companhia no momento: o governo Donald Trump.

A fabricante foi uma das mais atingidas pelas tarifas do governo norte-americano sobre o Brasil. Isso porque grande parte da produção da empresa, sediada em São Leopoldo (RS), é exportada para os Estados Unidos, o maior consumidor de armas do mundo.

No ápice das tarifas, no ano passado, quando a taxação chegou a 50%, o CEO Salesio Nuhs chegou a dizer que a taxa poderia inviabilizar completamente as operações da companhia.

Com a suspensão e a nova rodada de tarifas, a aplicação cumulativa sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA caiu para 37,5%, mas ainda é alta.

"Talvez hoje, das empresas listadas, certamente a Taurus é uma das que mais sofre por conta das tarifas", disse Marcos Saravalle, CIO da Krivo Capital, que acompanha o papel.

Segundo ele, em um cenário em que as tarifas deixem de existir, a geração de caixa poderia ‘ser na veia’. "A Taurus até poderia ser um pouco mais agressiva em preços e aumentar o market share (participação de mercado). Então, é um fator duplo".

Nos seus cálculos, a queda das taxas poderia adicionar de R$ 100 milhões a R$ 200 milhões ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). A companhia fechou o segundo trimestre com Ebitda de R$ 124 milhões, ou seja, o valor poderia mais que duplicar.

Some-se a isso o fato de a empresa também estar bastante ‘amassada’ na bolsa. Nos últimos cinco anos, perdeu 60% do valor de mercado. Os números já eram fracos antes das tarifas de Trump. As taxas foram apenas a ‘pá de cal’.

"A empresa tem um desafio externo, um desafio interno, tudo isso se mostra em resultados bem mais fracos. Por outro lado, a base está muito mais fraca. Então, qualquer melhoria seria realmente crucial para a companhia e para as ações".

Cenário doméstico

Com uma legislação restritiva para armas, a Taurus tem pouca participação no mercado brasileiro e deve continuar assim, segundo Saravalle.

"O mercado interno nunca vai ser o mais relevante para a companhia. Pode ser mais representativo, mas longe de ser o mais relevante".

A questão, segundo ele, é que o mercado aqui é mais rentável. Mesmo representando menos de 40% da receita, tem espaço para crescer e traz margem de geração de caixa.

Ou seja, em uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia para aquecer o mercado de armas poderia ser benéfica para a companhia.

"O Bolsonaro entrando tem a possibilidade de retomar o crescimento do mercado interno".

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Os riscos para a Taurus

O cenário para que a Taurus deslanche é altamente especulativo. Não se sabe se Flávio Bolsonaro vai vencer e se chegar ao Palácio do Planalto, se vai conseguir, de fato, mudar a legislação sobre armas, por exemplo.

Segundo o jornal Gazeta do Povo, a ideia seria revogar o Estatuto do Desarmamento. O projeto, detalhado pelo deputado Marcos Pollon, visa substituir as regras atuais por uma legislação que facilite o acesso de civis a armas de fogo.

"Você está especulando vários cenários e antecipando o que a gente chama de muita promessa", diz. Para ele, pode ser que esse cenário aconteça no final de 2027 ou em 2028.

Em 2018, antes de Jair Bolsonaro ser eleito, a ação da empresa também disparou. Porém, logo houve realizações, com as medidas de Bolsonaro questionadas pela Justiça.

AutorMoney Times
FonteSeu Dinheiro
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