A alta de 10% da WEG (WEGE3) em um único dia prova que o longo prazo não é uma soma de curtos prazos — hora de comprar a ação?

Era 29 de abril de 2026, e WEGE3 fechou o pregão daquele dia com uma dolorosa queda de 7%. O motivo? Resultados do primeiro trimestre abaixo das expectativas e o medo do mercado de que aquilo pudesse representar o fim da magia da toda poderosa WEG.
Corta para 22 julho, vulgo anteontem.
A mesmíssima WEGE3 fecha o pregão com alta de 10%! O motivo desta vez? Também os resultados trimestrais, que desta vez mostraram margens bem melhores do que se esperava, o que reacendeu no mercado as expectativas de crescimento acelerado pela frente.
Honestamente, eu não achava que a WEG estava acabada no dia 29 de abril, assim como não acredito que todos os problemas desapareceram após os resultados do 2T26 — a companhia ainda enfrenta ventos contrários de um dólar mais baixo, das tarifas de Donald Trump e da baixa demanda por painéis solares no Brasil.
No entanto, os dois episódios nos ajudam a entender como o mercado funciona — ou melhor, como muitas vezes ele NÃO funciona!
Sobe e desde da WEG
Por motivos que todos nós já estamos cansados de saber, vivemos um período que combina relativa baixa liquidez e juros elevados, o que transforma a tarefa de bater a Selic em um enorme desafio para os gestores.
Para aqueles mais focados no curtíssimo prazo, ao menor sinal de desaceleração vende-se um ativo por qualquer preço. O contrário também é verdade: no primeiro sinal de recuperação, às vezes pagam bem mais do deveriam.
Em resumo, quem panicou por causa do curto prazo, vendeu WEGE3 no fim do dia 29 de abril, voltou a comprar no fim do pregão de quarta-feira e deixou de aproveitar uma valorização de 5% das ações no período se apenas tivesse carregado os papéis — enquanto isso o Ibovespa caiu 4%.
Por mais contraditório que possa parecer, tentar maximizar retornos de curto prazo pode, na verdade, atrapalhar a construção de patrimônio no longo prazo.
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WEG daqui para frente
Voltando aos resultados do 2T26 de WEG , gostei do que vi, especialmente depois de um primeiro trimestre difícil, de todas as barreiras impostas pelas tarifas de Trump e do dólar mais baixo. O mercado esperava uma margem Ebitda de 21%, e mesmo nesse contexto adverso ela entregou margem de 21,8%, com sinais de que o pior ficou para trás.
Olhando para a frente, especialmente para 2027, esperamos uma aceleração dos resultados por conta de uma base de comparação mais fraca e grande aumento de capacidade de produção e venda de transformadores — estimamos um Ebitda entre 15% e 20% maior no ano que vem.
Talvez o mercado tenha exagerado um pouco com alta de 10% em apenas um dia. Mas os números do 2T26 apenas reforçaram o motivo de WEG estar entre as minhas teses preferidas na série Empiricus Ações.
Você pode conferir aqui a carteira completa, que conta com outros nomes capazes de surpreender positivamente o mercado.
Um abraço e até a próxima,
Ruy
