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Sacre Investimentos
ColunistasACS
04/08/2026
5 min

A difícil decisão do Copom, o risco do Itaú Unibanco (ITUB4) e o que mais move o mercado hoje

Entenda qual será a escolha mais complicada do Banco Central em relação à taxa Selic e saiba qual é o principal problema do Itaú neste trimestre

Tomar decisões difíceis em situações de conflito, instabilidade e falta de clareza é uma das experiências humanas mais complicadas que podemos viver.

Há momentos em que, diante de duas opções, nenhuma parece ser totalmente adequada. Cada uma traz consequências e riscos que precisarão ser enfrentados.

Hoje, diretores do Banco Central iniciam uma reunião de dois dias. Na quarta-feira, eles anunciarão qual será a nova taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.

O corte de 0,25 ponto percentual, que levará os juros de 14,25% para 14% ao ano, já está praticamente certo. Não é o corte que será a escolha mais custosa do Copom, o Comitê de Política Monetária. Na verdade, o mais importante é decidir que palavras serão usadas.

Investidores, gestores, analistas e economistas — e, por que não, jornalistas — analisarão atentamente o comunicado para entender quais as expressões e termos escolhidos para justificar o corte.

Matheus Spiess, colunista do Seu Dinheiro, traz bem essa deliberação: o que realmente importa é a mensagem que virá no comunicado. Haverá espaço para mais um corte, levando a taxa a 13,75% ao ano em setembro, ou o Banco Central preferirá interromper o ciclo para observar os efeitos acumulados da política monetária?

Entenda na coluna de hoje quais serão as palavras, frases ou temas que trarão as dicas do que o Banco Central pretende fazer em seguida, e como o mercado pode reagir a elas.

O desafio do Itaú no 2T26

O Itaú Unibanco é um relógio suíço, mas com problemas brasileiros. O banco divulga hoje, depois do fechamento do mercado, o seu balanço do segundo trimestre do ano.

E grande parte desses números deve seguir um roteiro já esperado: os lucros devem vir robustos, a rentabilidade não deve trazer sustos. Um resultado previsível, sintoma de um cuidado com a análise criteriosa na oferta de crédito dos últimos anos.

Mas nem toda essa cautela elimina completamente os riscos do banco. Pelo contrário: o ambiente mais restritivo também traz certos efeitos negativos.

A repórter Camille Lima traz a prévia do balanço do Itaú e analisa qual deve ser o grande desafio deste trimestre nesta matéria aqui.

O CDI está perdendo para inflação? Descubra se chegou a hora de olhar com mais atenção para o Tesouro IPCA+

Embora os títulos de renda fixa indexados à Selic ou ao CDI sejam os mais seguros do mercado, especialistas levantam a bola para um risco oculto desses títulos: a perda do poder de compra com o passar do tempo.

Diante dessa preocupação, surge a dúvida: será que é hora de olhar para outros títulos quando o objetivo é proteger o patrimônio?

No Seu Dinheiro Explica desta semana, a repórter Giovana Figueredo esclarece o tema e traz para a conversa as seguintes questões:

  • O CDI não protege o patrimônio?
  • Vale a pena trocar o CDI pelo IPCA+?
  • Quando o CDI ainda faz sentido na carteira?

Descubra, tim-tim por tim-tim, tudo sobre esse assunto assistindo ao vídeo completo aqui:

Esquenta dos mercados

De um lado, o presidente Donald Trump diz que negociações com o Irã estão em andamento. Do outro, Teerã nega qualquer diálogo com Washington. E quem fica no meio são os preços do petróleo, que voltaram a subir nesta manhã (4).

Sem sinais claros de uma resolução para o conflito, as bolsas asiáticas fecharam o pregão desta terça-feira sem uma direção única.

Já os mercados europeus amanhecem em alta, enquanto investidores digerem uma série de balanços corporativos.

Mas não é só na Europa que a temporada de resultados do segundo trimestre agita a agenda econômica de hoje. Em Wall Street, os holofotes estarão voltados para a SpaceX, que abrirá os números pela primeira vez desde o IPO na Nasdaq.

Além disso, o dia conta com a publicação do Jolts, relatório de abertura de vagas nos EUA. Em meio às expectativas dos investidores, os índices futuros de Nova York sobem nesta manhã, indicando uma sessão de ganhos na região hoje.

Já no Brasil, os participantes dos mercados locais se preparam para a decisão do Copom sobre a taxa básica de juros amanhã e para divulgação dos resultados do Itaú e da Gerdau após o fechamento do pregão. Enquanto isso, os investidores digerem o balanço da BB Seguridade.

Outros destaques do Seu Dinheiro

ELES VOLTARAM
R$ 3,3 bilhões na bolsa brasileira: o que o gringo viu e você perdeu? A B3 voltou a chamar atenção do investidor estrangeiro graças a uma combinação de fatores externos e sinais domésticos que colocou o Brasil de volta na rota da diversificação.

PROVENTOS
Quase R$ 4 bilhões em dividendos: os detalhes da distribuição da BB Seguridade (BBSE3) aos acionistas. A empresa também divulgou lucro de R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.

PERSPECTIVA NEGATIVA
CSN (CSNA3) pode dar calote? Fitch deu sinal de alerta para a siderúrgica e ações lideram perdas do Ibovespa. A agência de risco de crédito defende que as vendas de ativos podem ser um ponto de esperança para a recuperação da CSN.

CONTINENTE DE GELO
Cordilheiras fantasmas e uma ‘pirâmide’ natural: o que está por baixo das camadas quilométricas de gelo na Antártida. Com aceleração do aquecimento global e degelo da Antártida, montanhas e vales ocultos por camadas espessas de gelo podem ser reveladas.

OPA COM PERMUTA
Holding propõe trocar ações da Randoncorp (RAPT3) por Frasle (FRAS3); afinal, quem é a empresa? A troca de ações RAPT3 por FRAS3 oferece um prêmio de até 65%; Frasle é um dos líderes globais em componentes de freios automotivos.

AutorKarin Salomão
FonteSeu Dinheiro
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