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Sacre Investimentos
Economia
30/06/2026
3 min

A diplomacia brasileira tem o molho? Brasil alcança segundo lugar em ranking de passaportes que mais abrem fronteiras

A diplomacia brasileira tem o molho? Brasil alcança segundo lugar em ranking de passaportes que mais abrem fronteiras

O passaporte brasileiro alcançou o segundo melhor no ranking Global Passport Index 2026, levantamento realizado pela Global Citizen Solutions (GCS).

A vice-liderança brasileira refere-se ao recorte latino-americano do estudo. Na região, o Brasil fica atrás apenas do Chile. Na categoria global, o país está na 49ª posição.

De um total de 100 pontos, a pontuação geral do Brasil foi de 82,4. O Chile atingiu 83,1 pontos. O primeiro lugar mundial, segundo a GCS, foi para a Suécia, com 96,8 pontos.

Para a CEO da Global Citizen Solutions, Patricia Casaburi, o grande diferencial do Brasil é a política de reciprocidade.

Em outras palavras, a diplomacia brasileira tem o molho na hora de negociar.

Como a diplomacia brasileira dá força ao passaporte

O ranking avalia não só as oportunidades de viajar, mas a mobilidade como um todo. Ou seja, ele considera oportunidades de investimento e qualidade de vida oferecidas pelo local.

O setor mobilidade tem o maior peso na avaliação (50%) e engloba informações sobre o cenário do país para investimentos, saúde, educação entre outros âmbitos.

E é nessa categoria que o Brasil brilha.

Na América Latina, o país tem a maior pontuação e alcança a 43ª posição global com a nota 90,7.

Segundo Casaburi, os dados do índice indicam a maturidade da posição brasileira no cenário internacional:

“A política de reciprocidade garante ao Brasil uma mobilidade robusta, configurando o passaporte como um ativo diplomático consolidado”.

As medidas do Brasil

Historicamente, o Itamaraty adota a postura de reciprocidade diplomática.

Um dos casos mais recentes é a reintrodução do e-Visa para cidadãos dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, que aconteceu em janeiro deste ano.

A medida também abrange o México, a França e a Argentina.

Outra conquista nesse quesito foi a isenção mútua de vistos de 30 dias estabelecida com a China em maio deste ano.

E não para por aí.

Em fevereiro, o Brasil também implementou a entrada sem visto para portadores de passaportes comuns de oito países — incluindo Irlanda, Dinamarca, Hungria, Jamaica, Santa Lúcia e Bahamas.

Os impedimentos do Brasil (que não pedem VAR)

Casaburi aponta que o avanço do Brasil nas próximas edições dependerá diretamente de alavancas econômicas e ajustes na carga tributária.

O estudo aponta que a tributação sobre a pessoa física (89ª posição, considerando a alíquota máxima de 27,5%) e a Renda Nacional Bruta per capita (85ª) são os principais limitadores para a atratividade do país.

A pontuação do país

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

AutorMaisa Leme
FonteSeu Dinheiro
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