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Sacre Investimentos
ColunistasACS
06/10/2026
5 min

A dívida pública, a dívida do condomínio e a euforia dos mercados: entenda o que você precisa saber antes de investir hoje

A euforia dos mercados levou o Ibovespa a fechar o pregão de ontem com a maior alta desde março de 2020. Já nesta terça, a bolsa deve ganhar uma mãozinha extra

A dívida pública, a dívida do condomínio e a euforia dos mercados: entenda o que você precisa saber antes de investir hoje

O primeiro dia de pregão pós-primeiro turno das eleições presidenciais não decepcionou: Ibovespa em alta de quase 8%, juros em queda e títulos públicos em alta.

Tudo pela perspectiva de uma mudança de governo a partir do ano que vem, com um viés de maior responsabilidade fiscal, com vistas à estabilização da dívida pública.

A composição mais à direita do Senado favorece um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Mas o analista Matheus Spiess chama atenção para a necessidade de se acompanhar, de agora em diante, a composição da equipe econômica dos candidatos, os apoios para o segundo turno, as propostas fiscais e a disposição política do novo Congresso de realmente aprovar medidas de contenção de gastos. Confira a análise do Matheus e as projeções dele para os mercados aqui.

Mas não é só o endividamento do governo que preocupa, o das famílias também.

Com mais de 80% das famílias brasileiras endividadas, o Seu Dinheiro se sentiu na necessidade de publicar uma série de reportagens sobre as consequências da inadimplência em certas modalidades de dívida.

Nesta terça (6), nossa reportagem especial aborda novamente um tipo de dívida ligado a imóveis: a da taxa de condomínio. Esta é uma das piores contas para se deixar de pagar, pelo menos do ponto de vista do dono do imóvel.

A repórter Dani Alvarenga conta, em detalhes, o que pode acontecer com o proprietário do imóvel que está devendo condomínio, seja ele o responsável pela inadimplência, seja o seu inquilino, caso o imóvel esteja alugado.

Além disso, a Dani também mostra o que pode acontecer ao próprio locatário que se comprometeu a pagar o condomínio, mas não cumpriu o combinado. Você pode conferir todos os detalhes aqui.

O Brasil vai dar calote? Entenda os riscos para os títulos públicos

Calote da dívida pública? Pode parecer um risco distante, mas as preocupações com as contas levantam uma dúvida importante para quem investe em títulos do governo: o Brasil pode deixar de pagar suas dívidas?

O SD Explica mostra se um calote tradicional da dívida pública brasileira é provável, como funciona o chamado “calote inflacionário” e por que a inflação pode ser um risco para o poder de compra dos investidores.

Entenda também o que aconteceu no confisco da poupança durante o governo Collor e por que esse tipo de medida não é mais possível da mesma forma no vídeo completo:

Esquenta dos mercados

A semana dos investidores locais começou em ritmo de festa. A euforia dos mercados após a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT) no primeiro turno levou o Ibovespa a fechar o pregão de ontem (5) com a maior alta desde março de 2020.

O principal índice da B3 encerrou a sessão da véspera com ganhos de 7,70%, aos 206.911,89 pontos. Na máxima do dia, o Ibovespa chegou a disparar 9,10%, aos 209.605,70 pontos.

Enquanto isso, o dólar à vista encerrou as negociações em queda de 4,12%, a R$ 5,0018.

Já nesta terça-feira (6), o rali da bolsa brasileira pode ganhar uma mãozinha do exterior. Lá fora, a queda dos preços do petróleo nesta manhã impulsiona os mercados internacionais.

A commodity recua por conta de dados de rastreamento de navios, que mostram um aumento significativo nas exportações de petróleo do Oriente Médio, passando para níveis próximos aos do período pré-guerra.

O movimento ocorre mesmo sem sinais de avanços nas negociações entre EUA e Irã.

Em meio à queda dos preços do óleo, os índices futuros de Nova York estendem os ganhos da véspera, indicando mais um dia positivo em Wall Street. Enquanto isso, os investidores aguardam a divulgação dos dados da balança comercial norte-americana referentes a agosto.

Na Europa, o clima também é positivo. Por lá, as bolsas são impulsionadas pelo desempenho das ações de bancos e de empresas ligadas ao setor farmacêutico.

O bom humor dos investidores chegou até mesmo ao outro lado do mundo. As bolsas asiáticas fecharam o pregão desta terça-feira majoritariamente em alta.

O índice japonês Nikkei chegou a superar a marca dos 70.000 pela primeira vez desde 1º de julho. Já na China, não houve negociações por conta do feriado local.

Além dos agitos internacionais, a agenda de hoje conta ainda com dados da balança comercial de setembro do Brasil, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Os investidores locais também acompanham o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participa de solenidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.

Outros destaques do Seu Dinheiro

DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%. Analistas elevam recomendação após o primeiro turno e veem uma relação de risco e retorno mais atraente.

COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno. Segundo o Citi, a expectativa de juros e dólar mais baixos favorece empresas endividadas e pressiona exportadoras.

O’ZAPFT IS!
Oktoberfest Blumenau 2026: de preços a atrações, o que saber antes de ir à maior festa alemã do Brasil. Blumenau recebe a 41ª edição da maior festa alemã das Américas entre 7 e 25 de outubro, com um setor novo inspirado nas tendas de Munique e chope a partir de R$ 17.

MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia? Empresa pretende investir até R$ 32 milhões na rede para ampliar seu ecossistema para além das academias e estúdios.

EXPERIÊNCIA PARA A FAMÍLIA
Como os restaurantes podem transformar o Dia das Crianças em oportunidade de vendas e fidelização. Planejamento da operação, cardápio adaptado e atenção à segurança podem ajudar estabelecimentos a receber famílias e melhorar a experiência dos clientes.

AutorJulia Wiltgen
FonteSeu Dinheiro
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