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07/07/2026
3 min

A eliminação do Brasil não machucou só os torcedores: Ambev (ABEV3) e Heineken são as que mais sofrem

A eliminação do Brasil não machucou só os torcedores: Ambev (ABEV3) e Heineken são as que mais sofrem

Não foram só os torcedores que ficaram que coração partido com a eliminação do Brasil e do México nas oitavas de final da Copa do Mundo. Segundo o Morgan Stanley, isso pode ter efeitos negativos para AB Inbev (ABI), controladora da Ambev (ABEV3), e Heineken.

No caso da seleção brasileira, o banco viu a realidade divergir “significativamente” das expectativas. E a situação deve piorar ainda mais após a saída precoce dos Estados Unidos do campeonato.

“Identificamos um risco potencial para a demanda do terceiro trimestre da ABI e da Heineken após a eliminação do Brasil e do México nas oitavas de final, dada a nossa avaliação de que o aumento no volume de vendas de cerveja concentra-se nas seleções que avançam para as fases finais do torneio”, escreveram analistas do banco em relatório.

Brasil saiu mais cedo do que o esperado

No início de junho, as probabilidades da Bet365 apontavam uma expectativa elevada de que o Brasil chegasse às fases decisivas da competição, refletindo o favoritismo da seleção antes do início do torneio.

“A eliminação precoce do Brasil é, portanto, a surpresa negativa mais relevante, dado o tamanho do mercado de cerveja brasileiro e a maior expectativa de avanço”, pontuaram.

Segundo as estimativas do Morgan Stanley, a eliminação precoce das seleções deve reduzir o impulso esperado para as vendas de cerveja em 2026.No Brasil, o banco revisou para baixo a expectativa de crescimento das vendas em cerca de 0,6 ponto percentual em relação ao cenário traçado antes da Copa. No México, o impacto estimado é menor, de cerca de 0,2 ponto percentual.

Antes do jogo de ontem entre Estados Unidos e Bélgica, os analistas já alertavam para eventual impacto negativo para a AB Inbev, pois o país representou cerca de 20% da receita da ABI em 2025. A equipe norte-americana perdeu o jogo por 4 à 1 e deixou a competição.

Riscos para a Ambev

Embora a Ambev possa continuar melhorando dados operacionais, outros bancos também não estão otimistas com a ação. O Citi espera recuperação dos volumes de cerveja e melhora da rentabilidade no segundo trimestre, mas avalia que ainda faltam sinais de uma retomada sustentável para mudar a recomendação das ações.
O bolso do consumidor e o clima estão entre as dificuldades da fabricante, diz o banco.

Outro risco para a Ambev é a reforma tributária. Embora a mudança para o novo sistema de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) tenha potencial para beneficiar a fabricante de cervejas, o ganho pode ser completamente neutralizado pela criação do Imposto Seletivo (IS) sobre bebidas alcoólicas.

É o que aponta o relatório do Bank of America (BofA), divulgado no começo do mês, que mantém a recomendação neutra para as ações da fabricante de bebidas.

A estimativa é que a transição possa elevar os preços líquidos da cerveja em cerca de 5% inicialmente e em até 10% ao final do período de implementação, previsto para terminar em 2033.

Com Money Times

AutorSeu Dinheiro
FonteSeu Dinheiro
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