A força do governo Lula no ‘cabo de guerra’ do etanol com Trump, segundo Amaury Pekelman
A disputa comercial envolvendo o etanol voltou ao centro das atenções nos últimos anos em meio às negociações entre Brasil e Estados Unidos, com o biocombustível sendo um dos principais pontos disputados pelas nações. Para Amaury Pekelman, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a postura do governo brasileiro foi decisiva para preservar […]

A disputa comercial envolvendo o etanol voltou ao centro das atenções nos últimos anos em meio às negociações entre Brasil e Estados Unidos, com o biocombustível sendo um dos principais pontos disputados pelas nações.
Para Amaury Pekelman, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a postura do governo brasileiro foi decisiva para preservar as condições de competitividade da indústria nacional.
“A resiliência do governo federal foi fundamental para a gente não abrir mão disso”, afirmou durante entrevista ao Money Minds.
Segundo o executivo, o Brasil conseguiu manter mecanismos de proteção ao mercado interno mesmo diante das pressões relacionadas ao etanol americano.
Hoje, explicou ele, o país mantém tarifas para importação do biocombustível que não são direcionadas exclusivamente aos Estados Unidos, mas fazem parte de um sistema geral de proteção de mercado.
“A gente tem uma tarifa para o etanol vindo para cá. Não é para o etanol americano especificamente. É uma proteção de mercado”, afirmou.
Lula 4 indica continuidade para políticas do etanol
Pekelman também avaliou positivamente a continuidade das políticas voltadas aos biocombustíveis após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo ele, o setor ganha previsibilidade regulatória em um momento de fortes investimentos em expansão industrial.
“A continuidade do governo Lula é boa para as políticas públicas do setor”, afirmou.
O executivo citou medidas como o avanço das misturas obrigatórias de etanol na gasolina como exemplos do alinhamento entre governo e indústria.
“A gente saiu do E27 para o E32 e agora discute o E35. Isso é super importante para o setor”, disse
