A máquina de crescer da Eli Lilly: receita explode e tese da obesidade ganha força
Os resultados do segundo trimestre reforçaram a força operacional da Eli Lilly (LILY34) e a importância central da tese de combate à obesidade para seu crescimento. A receita avançou 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 23 bilhões e superando com ampla margem as expectativas do mercado. O desempenho foi impulsionado, […]

Os resultados do segundo trimestre reforçaram a força operacional da Eli Lilly (LILY34) e a importância central da tese de combate à obesidade para seu crescimento.
A receita avançou 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 23 bilhões e superando com ampla margem as expectativas do mercado.
O desempenho foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento do volume de vendas de Mounjaro e Zepbound.
Juntos, os dois medicamentos já respondem por quase 65% da receita total da companhia, enquanto o crescimento de 80% nas operações internacionais mostra que a demanda continua ganhando escala fora dos Estados Unidos.
A qualidade desse crescimento também foi positiva.
Mesmo diante da pressão sobre os preços, a Lilly ampliou a margem bruta ajustada para 86,3% e elevou de forma expressiva sua margem operacional, apoiada por ganhos de eficiência e por uma composição de vendas mais favorável.
O lucro líquido ajustado atingiu US$ 7,5 bilhões, e a administração revisou para cima suas projeções de receita, margem e lucro para 2026, reforçando a confiança na continuidade do ritmo de expansão.
Além do desempenho atual, o pipeline continua oferecendo importantes vetores de valorização.
A retatrutida concluiu seu programa de Fase 3 para obesidade e deverá ser submetida à aprovação regulatória no início de 2027, com potencial para ampliar ainda mais a liderança da companhia nesse mercado.
Diante da combinação entre crescimento elevado, execução consistente, diversificação do portfólio e valuation abaixo de sua média histórica, mantemos uma visão construtiva para as ações da Eli Lilly e, em especial, para os BDRs LILY34, que permitem ao investidor brasileiro acessar essa tese de longo prazo com exposição adicional ao dólar.
