A obra que um grupo de pedreiros jamais vai esquecer: uma parede de R$ 54 milhões
Entre os trabalhadores envolvidos na descoberta estava um jovem de 18 anos contratado para atuar durante as férias de verão

Operários que participavam da reforma de uma casa na Bélgica encontraram um tesouro avaliado em cerca de € 9 milhões (R$ 54,3 milhões) escondido nas paredes do porão do imóvel.
Segundo a imprensa local, a descoberta ocorreu no início desta semana, enquanto os trabalhadores perfuravam o solo para instalar novas tubulações de esgoto na propriedade, localizada na província de Flandres Oriental. O tesouro era composto por barras e moedas de ouro.
O achado despertou uma disputa potencial sobre a propriedade da fortuna, já que tanto os operários quanto a instituição beneficente dona do imóvel podem ter direito a reivindicá-la, segundo a BBC.
Após abrir uma investigação, a polícia pediu que curiosos não fossem ao local em busca de outros objetos de valor. As autoridades afirmaram que a residência foi completamente vasculhada e que todo o ouro encontrado já foi transferido para um local seguro.
Entre os trabalhadores envolvidos na descoberta estava um jovem de 18 anos contratado para atuar durante as férias de verão. O grupo encontrou o tesouro enquanto realizava intervenções nasfundações da construção.
Logo após o achado, os operários acionaram a polícia e entregaram o material às autoridades, afirmando que não consideraram a possibilidade de ficar com os itens.
Quem é o dono do tesouro?
O imóvel pertence à CAW Oost-Vlaanderen, organização de assistência social sediada em Dendermonde, cidade de cerca de 47 mil habitantes localizada a aproximadamente 32 quilômetros de Bruxelas.
Pela legislação belga, o proprietário legítimo dos bens tem até cinco anos para reivindicar a fortuna. O promotor responsável pelo caso, no entanto, afirmou que ainda não há informações sobre quem poderia ser o dono original do tesouro.
De acordo com a BBC, caso ninguém se apresente dentro desse prazo, o Código Civil do país prevê que um tesouro oculto encontrado em propriedade alheia seja dividido entre quem o descobriu e o proprietário do imóvel.
A regra, porém, só se aplica se as investigações concluírem que os bens não têm qualquer vínculo com atividades criminosas.
Até lá, tanto os operários quanto a instituição beneficente terão de aguardar o desfecho das apurações e o prazo legal para saber se poderão receber parte da fortuna.
