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Sacre Investimentos
ColunistasACS
11/08/2026
5 min

A saúde do BTG Pactual, a recuperação do crédito estressado e o impacto das eleições e dos juros no seu bolso: acompanhe o que move o mercado

Entenda qual é uma das principais métricas para avaliar os resultados de bancos e instituições financeiras — e como o BTG está posicionado nessa corrida

A saúde do BTG Pactual, a recuperação do crédito estressado e o impacto das eleições e dos juros no seu bolso: acompanhe o que move o mercado

Há uma métrica essencial para avaliar a eficiência de empresas, especialmente bancos e instituições financeiras. É o retorno sobre o patrimônio líquido.

Chamada de ROE ou ROAE em inglês (Return on Equity ou Return on Average Equity), mede qual a capacidade do banco de transformar patrimônio em lucro aos acionistas.

É esse número que analisa se a estratégia de gestão ou de concessão de crédito está adequada, se o banco está sendo eficiente na alocação de capital ou se, por outro lado, está arriscando demais e tendo perdas com isso.

E o ROAE do BTG Pactual veio acima das expectativas. A rentabilidade é fruto da complexidade do negócio, diz o CEO.

“Entregamos mais um trimestre de resultados recordes, refletindo a solidez e a diversificação da nossa plataforma, bem como nossa capacidade de capturar oportunidades em diferentes ambientes de mercado”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, em nota à imprensa.

Acompanhe o resultado do BTG nesta matéria aqui, da repórter Camille Lima.

As soluções para recuperar o capital estressado

Nós nunca assistimos (ou produzimos) tantas lives em redes sociais quanto na época da pandemia. E um gestor da Journey Capital realizou diversas transmissões ao vivo no período para representantes de plataformas e assessores de investimentos.

O objetivo era comunicar um novo fundo da gestora, que reuniria debêntures da Rodovias do Tietê, que administra estradas no interior de São Paulo e estava em recuperação judicial.

Deu certo: a gestora conseguiu concentrar papéis o suficiente para ter representatividade nas assembleias a respeito do plano de recuperação. Com a conversão das dívidas em ações, também recebeu uma participação acionária relevante na empresa de capital fechado.

Essa é apenas uma das soluções interessantes e criativas de gestores, investidores e advogados para recuperar o valor aplicado em dívidas de empresas estressadas.

Conversei com mais de dez fontes especialistas no assunto para explicar os problemas e as oportunidades desses investimentos com o aumento de empresas em recuperação judicial ou extrajudicial. Confira nesta matéria aqui.

A eleição na curva de juros

O "risco fiscal" é um bordão recorrente do mercado financeiro para analisar políticas públicas e as promessas dos principais candidatos à presidência nas eleições de 2026. Mas você sabe exatamente o que isso significa?

Mais que isso, entende como as expectativas sobre como o presidente Lula ou o senador Flávio Bolsonaro lidarão com as contas públicas em possíveis mandatos futuros afeta o seu dinheiro hoje?

Entenda como as eleições mexem com a curva de juros e o seu bolso nesta coluna do Matheus Spiess.

Azzas (AZZA3): a disputa que colocou 60 mil investidores no meio do fogo cruzado

Dois anos após a criação da Azzas 2154 (AZZA3), R$ 6 bilhões em valor de mercado já foram destruídos.

A fusão entre a Arezzo&Co e o Grupo Soma prometia uma sinergia bilionária, que nunca chegou a se concretizar devido à rixa entre os ricaços Alexandre Birman e Roberto Jatahy, que encabeçaram a união.

No SD Explica desta semana, a repórter Bia Azevedo destrincha o que está por trás da disputa entre os empresários, qual o tamanho do problema para o investidor pessoa física e o possível rumo dessa história.

Entenda detalhes sobre o assunto assistindo ao vídeo completo aqui:

Esquenta dos mercados

O presidente Donald Trump voltou a esquentar o clima no Oriente Médio ao dizer, ontem, que exigirá reparações de guerra do Irã. A declaração ocorreu após Teerã fazer pedido semelhante e afastou as esperanças de um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Com o novo impasse, os preços do petróleo amanheceram em forte alta, mas voltaram a oscilar entre altas e baixas após um porta-voz do Catar afirmar que as negociações entre o Omã e o Irã para a liberação da rota estão avançando.

Ainda assim, o conflito restringe o fôlego das bolsas europeias, que começam o dia com sinais opostos.

Os mercados asiáticos também sentiram a pressão e fecharam o pregão desta terça-feira sem uma direção única. A exceção foi o Japão, onde não houve negócios devido a um feriado nacional.

Wall Street deixa o clima de cautela para trás, com os índices futuros de Nova York registrando ganhos nesta manhã.

Por aqui, o dia começa quente, com os investidores analisando o balanço do banco BTG Pactual enquanto digerem a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e aguardam o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho.

Além disso, a temporada de resultados do 2T26 segue a todo vapor. Hoje, os destaques ficam por conta da publicação dos números da B3, Pagbank, Cury, Direcional e outras gigantes da bolsa brasileira.

Outros destaques do Seu Dinheiro

NA RETA FINAL?
CSN (CSNA3) recebe ofertas firmes pela CSN Cimentos; venda pode ser o primeiro passo para colocar a dívida nos trilhos. Siderúrgica espera levantar entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões, mas ainda precisa avançar em outros desinvestimentos.

FARMÁCIAS AMEAÇADAS?
Remédios na Shopee? Agora pode, mas quem realmente ganha com isso é um dos concorrentes. Mudança regulatória abre espaço para Shopee, iFood e Mercado Livre avançarem sobre o mercado farmacêutico, mas grandes redes ainda mantêm vantagens.

O QUE MUDA?
Cyrela (CYRE3) abre mão de espaço na Plano & Plano (PLPL3), mas novo acordo amarra uma despedida imediata. Entendimento entre acionistas concentra a administração da incorporadora nas mãos dos fundadores e estabelece permanência mínima de dois anos.

CEM ANOS DE JBS?
Um novo Wesley Batista no comando: herdeiro assumirá como CEO global da JBS (JBSS32); ações caem após anúncio. Filho de um dos controladores da JBS, Wesley Batista Filho assumirá o comando global da companhia em janeiro de 2027, após uma trajetória de mais de 15 anos no grupo.

GOVERNANÇA CORPORATIVA
Como o Goldman Sachs virou alvo de investigação no caso da OPA da Oncoclínicas (ONCO3). A Polícia Civil indiciou dois executivos ligados ao banco e passou a questionar a reconstrução da estrutura acionária da companhia.

AutorKarin Salomão
FonteSeu Dinheiro
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