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Sacre Investimentos
ColunistasACS
14/08/2026
4 min

A Torre Eiffel dos investimentos, o humor dos mercados e o que mais afeta seu bolso hoje

Entenda a importância de diversificar os investimentos internacionais e saiba como usar o humor do mercado a seu favor

A Torre Eiffel dos investimentos, o humor dos mercados e o que mais afeta seu bolso hoje

Paris sem Torre Eiffel, Roma sem Coliseu, Barcelona sem a Basílica da Sagrada Família, Londres sem o Big Ben. Viajar a essas conhecidas cidades europeias e não visitar os seus principais pontos turísticos parece um disparate.

Obviamente cada viajante deve procurar criar um roteiro que seja adequado a seus gostos, tempo disponível e orçamento, mas há certas visitas quase obrigatórias para quem curte explorar o mundo.

Afinal, a Acrópole em Atenas é um dos principais símbolos da Grécia Antiga, um passeio de gôndola em Veneza é uma das maneiras de entender como os canais definem a cidade, e o muro de Berlim é essencial para conhecer a história do país depois da Segunda Guerra Mundial, por exemplo.

E há um economista alemão, Achim Wambach, presidente do influente instituto de pesquisa econômica ZEW, que acredita que o seu dinheiro também deve viajar pela Europa.

Nascido em Colônia — lar da catedral gótica mais impressionante do continente —, o estudioso acredita que os mercados europeus são uma excelente forma de diversificar o patrimônio.

Assim como nosso passaporte não deveria se limitar ao mercado norte-americano, com Disney, Grand Canyon e a Big Apple como pontos turísticos importantes, nossa carteira internacional também deveria alçar voos maiores, segundo entrevista exclusiva feita pela editora Carolina Gama.

Entenda a tese do especialista nesta matéria aqui.

Copo meio cheio ou meio vazio?

No mundo dos investimentos, a percepção sobre resultados de empresas e dados econômicos frequentemente oscila entre "perfeitos" e "sem esperança", diz Howard Marks, investidor norte-americano e co-fundador da Oaktree Capital Management.

As reações são bem mais intensas e dados podem ser vistos tanto de forma positiva como negativa, dependendo do humor do mercado.

Por isso, é importante entender se os investidores estão em um momento de otimismo (bull market) ou de pessimismo (bear market).

O colunista do Seu Dinheiro Ruy Hungria explica como discernir entre essas visões e como enxergar oportunidades de investimentos em bons ativos, mas com valor descontado. Veja nesta coluna aqui.

Esquenta dos mercados

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, voltou a fazer ameaças contra o Irã, afirmando que Washington aplicará medidas “jamais vistas antes” contra o país. Em meio às tensões no Oriente Médio, os preços do petróleo oscilam nesta manhã (14).

Sob pressão dos eventos geopolíticos, as bolsas europeias também iniciam o dia entre ganhos e perdas. Já na Ásia, os mercados fecharam o pregão desta sexta-feira sem uma direção única.

Wall Street também amanhece sem fôlego, com os índices futuros de Nova York oscilando perto da estabilidade. Por lá, os investidores aguardam dados das vendas no varejo em julho.

Por aqui, a agenda de indicadores de hoje conta com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do trimestre encerrado em julho. Além disso, a temporada de balanços do 2T26 segue sendo destaque, com os holofotes voltados para o Nubank, Azul, JHSF, Yduqs e outras gigantes da B3.

Os participantes dos mercados locais acompanham ainda o anúncio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a abertura do processo para aplicar a Lei de Reciprocidade contra os EUA.

A medida está sendo implementada em razão da tarifa de 25% imposta contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais.

Outros destaques do Seu Dinheiro

JÁ DEU PARA ACOSTUMAR?
De novo, o pesadelo: Hapvida (HAPV3) desaba mais de 20% após balanço. O que deu errado desta vez? CEO admite erros na gestão da judicialização, enquanto bancos voltam a colocar em dúvida a recuperação da operadora após resultados muito abaixo das expectativas.

RENDA FIXA
Você está investindo no banco ou na garantia? Como o caso Master mexeu com o FGC e o seu bolso. O caso Master mais que provou que o FGC funciona como proteção para o investidor. Agora, os bancos e o Banco Central querem evitar que a garantia substitua a análise de risco.

MARCA GIGANTE
Track&Field (TFCO4) aumenta número de franquias e surpreende no 2T26; saiba quanto custa abrir uma loja. Mesmo em um cenário econômico difícil para o varejo, a empresa entregou um resultado acima das expectativas do mercado.

NA MIRA DA AUTARQUIA
André Schwartz vai ser afastado do Banco Genial? Entenda a decisão do BC que inabilitou o CEO e multou o banco em R$ 21,2 milhões. Ao Seu Dinheiro, o Banco Genial ressaltou que o processo se refere a operações realizadas em anos anteriores e que adotará as medidas cabíveis.

PERDA NO TURISMO
CVC (CVCB3) tem prejuízo três vezes maior: há luz no fim do túnel para uma das maiores franquias do Brasil? A CVC tenta se recuperar em meio a um cenário de custos mais altos no transporte aéreo; o que joga contra e a favor da companhia de turismo?

AutorKarin Salomão
FonteSeu Dinheiro
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