A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
Em menos de duas semanas, instituição ganhou valor de mercado, virou o jogo contra a mineradora e assumiu a terceira posição entre as empresas mais valiosas da B3.

Em menos de duas semanas, o BTG Pactual (BPAC11) conseguiu deixar a Vale (VALE3) comendo poeira na briga pelo topo da lista de empresas mais valiosas da bolsa brasileira. No último pregão, o banco de André Esteves assumiu o terceiro lugar no ranking.
A virada nos últimos dias foi impulsionada por movimentos opostos: enquanto o valor de mercado do banco avançou, o da mineradora encolheu, mudando o equilíbrio de forças no ranking da B3.
Entre 2 e 13 de outubro, o BTG ganhou 13,2% em valor de mercado, enquanto a Vale perdeu quase 7%, segundo levantamento da Elos Ayta ao qual o Money Times, site parceiro do Seu Dinheiro, teve acesso.
O resultado também mudou o tamanho da distância entre as duas companhias. No início do período, o BTG estava R$ 33,3 bilhões atrás da mineradora. Na terça-feira (13), encerrou o pregão avaliado em R$ 309,6 bilhões, contra R$ 285,8 bilhões da Vale — uma vantagem de R$ 23,8 bilhões.
A troca de posições aconteceu em meio à sequência de recordes do Ibovespa e a um movimento mais amplo de valorização das grandes companhias listadas. Com o rali eleitoral na bolsa, o número de empresas com valor de mercado superior a R$ 100 bilhões passou de dez para 12.
O setor financeiro tem peso importante nesse grupo: Itaú, BTG, Santander, Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e B3 representam, juntos, 44,4% do valor de mercado das 12 maiores empresas do levantamento. Completam a lista Petrobras, Vale, Ambev, WEG, Axia Energia e Sabesp.
Petrobras e Itaú seguem na liderança
Apesar das mudanças no ranking, o topo permaneceu intacto. Petrobras (PETR4) e Itaú Unibanco (ITUB4) mantiveram a primeira e a segunda posições, respectivamente.
Juntas, as duas companhias acrescentaram R$ 137 bilhões ao valor de mercado no período e passaram a somar R$ 1,35 trilhão. O montante equivale a 41,4% dos R$ 3,27 trilhões reunidos pelas 12 empresas que superavam a marca de R$ 100 bilhões em 13 de outubro.
A dança das posições também abriu espaço para duas novas integrantes do grupo das empresas avaliadas em mais de R$ 100 bilhões: Sabesp (SBSP3) e B3 (B3SA3).
A companhia de saneamento subiu da 11ª para a 10ª posição, enquanto a operadora da bolsa brasileira avançou do 13º para o 11º lugar. Com isso, o Santander Brasil (SANB11) caiu da 10ª para a 12ª colocação, apesar de ter registrado alta de 2,5% em seu valor de mercado no período.
A Elos Ayta comparou o valor de mercado das empresas listadas na B3 em 2 e 13 de outubro de 2026, identificando quais superaram R$ 100 bilhões nas duas datas e suas respectivas posições no ranking.
O valor de mercado é calculado a partir da cotação e da quantidade de ações de cada companhia. Por isso, suas variações não correspondem necessariamente ao retorno obtido pelos investidores com os papéis no período.
Um raio-x sobre o BTG
No último trimestre, o BTG Pactual elevou seu lucro líquido ajustado em 22,6% na comparação anual, encerrando o período em R$ 5,1 bilhões.
A rentabilidade, embora tenha recuado em relação ao mesmo período de 2025, seguiu em patamar elevado, com retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 26,7%.
Mas o destaque vai além do tamanho do lucro: está na mudança de composição dos resultados.
Enquanto franquias tradicionais, como Investment Banking e Wealth Management, perderam força, outras áreas ganharam tração — sobretudo crédito ao consumidor e carteira corporativa.
*Com informações do Money Times
