A volatilidade da renda fixa, o conselho da Vale (VALE3) e o caixa da dona do Google

Você investiu em um título de dívida isento de Imposto de Renda. Acreditou que, por se tratar da renda fixa, não sofreria uma grande variação no seu investimento, e que a valorização seria fixa, como já diz o nome.
Atraído pelo incentivo fiscal, não viu quem era a empresa emissora daquela debênture. E logo aquela companhia começou a estampar manchetes de jornais. Podem ser informações positivas, como uma boa aquisição ou resultados melhores que o esperado pelo mercado. Mas também podem ser negativas, como um prejuízo, polêmicas ou até problemas macroeconômicos.
Ao olhar para sua carteira, você percebeu que aquele papel não é tão estável assim: seu valor está sofrendo volatilidade, para cima ou para baixo, e, no pânico, decide vender.
Ulisses Nehmi, sócio e CEO da Sparta, gestora especializada em crédito privado, diz que esse é um comportamento comum de quem aplica seu dinheiro em debêntures incentivadas. Muitas vezes, o fato de não precisar pagar imposto pelo rendimento fala mais alto do que a taxa ou o risco do emissor.
A repórter Monique Lima explica por que esses papéis não se comportam como outros na renda fixa e o que fazer para não ter prejuízo em momentos de estresse. Confira nesta matéria aqui.
Esquenta dos mercados
Os EUA completam hoje doze dias seguidos de ofensivas contra o Irã, enquanto os preços do petróleo sobem pela quinta sessão consecutiva. Apesar disso, o conflito no Oriente Médio sai do foco dos investidores nesta quinta-feira (23).
Na Ásia, as bolsas fecharam o pregão em alta em meio à demanda por ações de tecnologia. O bom desempenho foi na contramão de Wall Street, com os índices norte-americanos pressionados pelas expectativas sobre os balanços da Alphabet e Tesla, divulgados ontem após o fechamento.
Embora a dona do Google tenha divulgado números acima das expectativas, a empresa revelou que o fluxo de caixa livre ficou negativo no segundo trimestre. Já a Tesla apresentou um lucro abaixo do esperado.
Os resultados das big techs seguem agitando os mercados dos EUA nesta manhã. Por lá, os futuros de Nova York indicam um novo dia de quedas, estendendo as perdas da véspera.
As bolsas europeias também começam o dia no vermelho, enquanto investidores aguardam a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE). A expectativa é que a autarquia mantenha as taxas no patamar atual.
No Brasil, o destaque fica por conta da destituição de Marcelo Gasparino do conselho de administração da Vale (VALE3) por vazamento de informações. Além disso, os investidores acompanham a participação de Janet Yellen, ex-Secretária do Tesouro dos Estados Unidos e ex-presidente do Fed, na Expert XP.
Outros destaques do Seu Dinheiro:
VIAJAR PARA OS EUA
Conseguir o visto americano ficou mais difícil? Veja o que aumenta suas chances de aprovação. Taxa de recusa dos brasileiros chegou a 14,87% em 2025, quase cinco vezes o patamar registrado nos melhores anos da série.
CARTEIRA RECOMENDADA
Além de CDI e IPCA+: ações substitutas da renda fixa são a principal aposta do Itaú BBA na bolsa para o segundo semestre. Analistas veem bolsa brasileira com bons olhos nos próximos meses e recomendam 10 ações para investir agora.
JORNADA ÉPICA
Por que você deveria assistir ‘A Odisseia’ em IMAX (mas provavelmente não vai conseguir). Novo filme de Christopher Nolan foi o primeiro longa gravado inteiramente em película IMAX 70 mm.
MAIS UM CANAL DE VENDAS
99Food estreia na Baixada Santista com mais de 1,5 mil restaurantes cadastrados; como vender na plataforma? Aplicativo passa a operar em Santos, Praia Grande, Guarujá, São Vicente, Cubatão e Bertioga e amplia a disputa no mercado regional de entregas.
AQUECENDO PARA O BALANÇO
Cobre ‘vira ouro’ para a Vale (VALE3), mas é o minério que garante o melhor trimestre desde 2018; saiba o que fazer com as ações agora. Bancos seguem otimistas com a mineradora e veem bom ponto de entrada agora, com potencial de valorização para as os papéis.
O RUMO DO DINHEIRO
Nem bolsa, nem multimercados: o dinheiro escolheu outro destino em 2026. Qual o investimento que já captou R$ 148 bilhões? Relatório do BTG Pactual mostra que, enquanto alguns fundos sangram, uma classe de ativos concentra mais de metade de toda a captação do ano.
