Abaixo de R$ 5: Dólar recua a R$ 4,97 de olho no ‘trade eleitoral’, menor nível desde abril
O dólar à vista estendeu a queda com os investidores de olho nos resultados do primeiro turno das eleições. Nesta terça-feira (6), o dólar à vista encerrou a R$ 4,9756, em queda de 0,52%, na menor cotação desde abril. O movimento local destoou do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), […]

O dólar à vista estendeu a queda com os investidores de olho nos resultados do primeiro turno das eleições.
Nesta terça-feira (6), o dólar à vista encerrou a R$ 4,9756, em queda de 0,52%, na menor cotação desde abril.
O movimento local destoou do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,31%, aos 101.859 pontos, com Treasuries de longo prazo em baixa.
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O que mexeu com o dólar hoje?
Ainda na esteira do movimento observado ontem com o “trade Flávio”, o mercado de câmbio viu uma nova rodada de fortalecimento do real ante o dólar, adotando a leitura de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem maior probabilidade de ser eleito no segundo turno contra o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na avaliação do analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, o dólar e os juros futuros seguiram em baixa no pregão desta terça-feira com a reprecificação dos ativos brasileiros, enquanto o movimento de baixa da Bolsa é uma realização de lucro.
No entanto, o mercado busca maior detalhamento dos planos para o fiscal de Flávio Bolsonaro, o que pode continuar o movimento de baixa do dólar ante o real.
De acordo com Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, a queda da moeda americana ocorreu tanto por motivos externos quanto internos, com o recuo da curva de juros influenciando o dólar à vista.
“Os investidores mantêm o otimismo com o cenário eleitoral, apostando em uma vitória de Flávio Bolsonaro e na consequente implementação de reformas econômicas e de um rigoroso ajuste fiscal a partir do próximo ano”, explica.
