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12/08/2026
2 min

Abramilho defende que Brasil não deveria aguardar China para lançar novos transgênicos

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) defendeu nesta quarta-feira que as empresas de biotecnologia que atuam no Brasil não deveriam aguardar a aprovação da China para novas variedades transgênicas de milho, uma vez que essa espera representa perdas bilionárias. O diretor-executivo da Abramilho, Glauber Silveira, disse durante evento da associação que […]

Abramilho defende que Brasil não deveria aguardar China para lançar novos transgênicos

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) defendeu nesta quarta-feira que as empresas de biotecnologia que atuam no Brasil não deveriam aguardar a aprovação da China para novas variedades transgênicas de milho, uma vez que essa espera representa perdas bilionárias.

O diretor-executivo da Abramilho, Glauber Silveira, disse durante evento da associação que os produtores sabem que a Bayer e a Corteva têm variedades transgênicas mais produtivas para serem lançadas no Brasil.

Mas que isso não acontece porque as empresas estão aguardando a aprovação dos chineses.

“Não concordamos mais com esperar aprovação da China, queremos trazer para discussão…”, disse ele.

Silveira lembrou que a China foi importante na importação de milho do Brasil durante um ano, mas que hoje o país já não é mais um importador relevante do cereal brasileiro.

“Uma usina nova criada em Mato Grosso consome mais milho do que a China importa”, disse Silveira.

De janeiro a junho, a China importou cerca de 220 mil toneladas de milho do Brasil, segundo dados oficiais, enquanto as exportações brasileiras no mesmo período somaram 7,9 milhões de toneladas.

“Teve um ano que (a China) comprou, quando precisava, e agora não compra mais”, disse Silveira, referindo-se a 2023, quando a China importou mais de 16 milhões de toneladas, após um acordo entre os dois países.

Segundo o diretor-executivo, na soja a abordagem tem de ser outra, e a espera por aprovações faz sentido, considerando que a China responde por mais de 70% das exportações brasileiras. Sem o aval chinês, os embarques nacionais ficariam ameaçados.

No entanto, no milho as empresas multinacionais deveriam avisar aos chineses sobre o lançamento de novos produtos que ofereçam mais produtividade e disponibilizá-los ao mercado.

“Nós produtores estamos perdendo bilhões em produtividade… porque a China fica levando anos para liberar… vão liberar quando quiserem”, comentou.

Na hipótese de a China seguir como um importador marginal de milho do Brasil, Silveira defendeu que seria relativamente fácil segregar o cereal brasileiro oriundo de plantações com tecnologias eventualmente não aprovadas pelos chineses.

Quase a totalidade da produção de soja e milho do Brasil já é realizada com sementes transgênicas.

AutorReuters
FonteMoney Times
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