Acidente entre trens na Espanha deixa ao menos 64 mortos
Colisão envolvendo dois trens de alta velocidade na província de Toledo deixou dezenas de feridos; autoridades alertam que o número de vítimas fatais deve aumentar

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Pelo menos 64 pessoas morreram nesta quarta-feira em um acidente ferroviário perto de Urda, na província espanhola de Toledo, entre um trem Ave, da operadora Renfe, e um trem da empresa Iryo. As autoridades contabilizam 58 feridos e mantêm as buscas por corpos. Segundo o presidente regional Emiliano García-Page, os bombeiros preveem encontrar mais vítimas.
Pelo menos 64 pessoas morreram no acidente ferroviário ocorrido nesta quarta-feira, 28, na província espanhola de Toledo, ao sul de Madri, confirmaram as autoridades locais.
Os serviços de emergência continuam buscando corpos com a ajuda de cães treinados e podem "aparecer ainda mais" cadáveres entre os passageiros dos dois trens acidentados, garantiu Emiliano García-Page, presidente da comunidade autônoma de Castilla-La Mancha, à qual pertence a província de Toledo.
"Sinto muitíssimo pelas famílias e por todas as pessoas", indicou García-Page, que detalhou que, até o momento, foram confirmados 40 mortos no trem da Iryo e 24 no de alta velocidade (Ave) da Renfe, enquanto o número de feridos, de diversas gravidades, situa-se em 58.
Segundo comentou em uma declaração à imprensa, visivelmente emocionado, "ainda estão pendentes os trabalhos para retirar os escombros" da área e "remover as ferragens do vagão".
"A previsão é que, segundo os bombeiros, irão aparecer ainda mais" cadáveres, lamentou o político, que definiu o acontecimento como "uma tragédia sem paliativos".
O acidente ocorreu perto da estação da cidade de Urda, entre um Ave da Renfe e um Iryo, disseram à EFE fontes do Governo de Castilla-La Mancha. O Ave, com 378 passageiros, circulava em direção à cidade de Sevilha, no sul, quando atingiu o Iryo, com 174 pessoas a bordo (incluindo um bebê), e que, ao que parece, encontrava-se parado na via.
Segundo fontes do Ministério dos Transportes, o choque provocou o descarrilamento de dois vagões deste último trem e sua queda por um barranco. Todo o tráfego ferroviário dessa linha de alta velocidade foi suspenso e pediu-se aos viajantes que tivessem passagem para este trajeto que não comparecessem às estações.
Até o local se deslocaram numerosos meios terrestres e aéreos de emergência, incluindo uma unidade militar especializada, para auxiliar as vítimas, que são transferidas para vários hospitais. Entre os afetados encontra-se a ex-ministra do Emprego Fátima Báñez, que está desaparecida, segundo informaram fontes da organização empresarial CEOE.
A estação de Santa Justa de Sevilha, onde estava prevista a chegada dos trens acidentados, registra longas esperas de passageiros, assim como a de Atocha em Madri.
