Acionistas do GPA (PCAR3) aprovam retirada de ‘poison pill’ do estatuto; ações sobem 12%

Os acionistas do GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, aprovaram a retirada da cláusula de “poison pill” que protegia os minoritários de investidas de outros acionistas sobre a empresa, mostra ata da assembleia divulgada nesta segunda-feira (15).
Essa mudança ocorreu por meio da exclusão integral do Capítulo X do estatuto social da companhia. Na prática, isso permite que acionistas elevem a fatia acima do limite de 25%, sem a obrigação de realizar uma oferta pública de aquisição (OPA), ao contrário do que ocorreria em compras diretas no mercado.
Entre as possibilidades, a família Coelho Diniz, que hoje detém 24,6% da varejista, pode elevar sua participação, além de abrir espaço para a venda de ações que o Casino ainda possui.
A ata mostra ainda que houve aprovação alteração do limite do capital autorizado, para que o capital social da companhia possa ser aumentado mediante deliberação do conselho de administração, independentemente de reforma estatutária, até o limite de R$ 5,78 bilhões.
Por volta de 15h17 (horário de Brasília), as ações PCAR3 subiam 12,90%, cotadas a R$ 1,75. Acompanhe o tempo real.
Recuperação extrajudicial do GPA
Em março deste ano, o GPA entrou com pedido de recuperação extrajudicial, com cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas para renegociação.
Diferentemente da recuperação judicial, a extrajudicial permite que empresas em crise financeira renegociem dívidas diretamente com credores.
A ideia não é levar à Justiça a recuperação, mas chegar a acordos sobre a reestruturação de dívidas diretamente com os credores. Dessa maneira, o processo tende a ser mais rápido, menos burocrático e mais barato que a recuperação judicial, focado no acordo voluntário para reestruturar passivos.
O mercado já vinha monitorando uma pressão financeira relacionada a vencimentos de curto prazo. Antes do pedido, o GPA chegou a anunciar a contratação de consultores para auxiliar na busca de alternativas para a melhoria do perfil do endividamento.
Entre os credores, estão nomes como Itaú, HSBC e Casas Bahia, sendo que essa última já pertenceu ao mesmo grupo que o dono da bandeira Pão de Açúcar. Veja aqui a lista completa.
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O GPA ampliou o prejuízo líquido das operações continuadas para R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre de 2026, ante perdas de R$ 93 milhões registradas em igual período do ano anterior. O resultado foi pressionado principalmente por efeitos não recorrentes e sem impacto no caixa, que somaram R$ 1,014 bilhão no trimestre.
