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11/09/2026
3 min

Açúcar bruto recua após máxima 16 meses, enquanto café se aproxima da menor cotação em 10 semanas

Os contratos futuros do açúcar bruto recuaram em relação às máximas de 16 meses nesta sexta-feira, encerrando a semana com ganhos apenas marginais, enquanto o café arábica oscilou próximo às mínimas de 10 semanas, em meio a sinais de que os estoques na bolsa ICE devem aumentar. O contrato de açúcar bruto fechou em queda […]

Açúcar bruto recua após máxima 16 meses, enquanto café se aproxima da menor cotação em 10 semanas

Os contratos futuros do açúcar bruto recuaram em relação às máximas de 16 meses nesta sexta-feira, encerrando a semana com ganhos apenas marginais, enquanto o café arábica oscilou próximo às mínimas de 10 semanas, em meio a sinais de que os estoques na bolsa ICE devem aumentar.

O contrato de açúcar bruto fechou em queda de 0,58 centavo, ou 3,1%, a 18,15 centavos por libra-peso, após atingir uma máxima de 16 meses de 18,88 centavos na quinta-feira. O mercado registrou alta de 0,4% na semana.

A recente alta do preço do açúcar foi impulsionada pela escassez de oferta na Índia, Tailândia e Europa, bem como pela força dos mercados de energia, o que pode incentivar um maior uso da cana para a produção do biocombustível etanol, em vez de açúcar.

Os preços do petróleo caíram na sexta-feira, mas mantiveram-se a caminho de fechar acima de US$ 100 o barril pela primeira vez em quase 4 meses.

A produção de açúcar na Tailândia, o segundo maior exportador mundial da commodity depois do Brasil, deve cair 12,5%, para 10,5 milhões de toneladas métricas, na safra de 2026/27, segundo um representante do setor.

As chuvas prejudicaram a colheita no Brasil nesta semana, e as previsões para os próximos dias são mistas.

O preço do açúcar branco caiu 2,8%, para US$523,10 por tonelada.

Café

O café arábica fechou com queda de 2,45 centavos, ou 0,9%, a US$2,857 por libra-peso, após atingir na quinta-feira a menor cotação em 10 semanas, de US$2,8210. O mercado registrou perda de 3,3% na semana.

Os operadores planejam entregar volumes significativos de café arábica do Brasil, maior produtor mundial, aos armazéns da bolsa ICE, onde os estoques caíram para os níveis mais baixos em 26 anos e impulsionaram os preços, segundo disseram corretores, intermediários e analistas a par do assunto.

O Brasil, maior produtor mundial, exportou um volume recorde de café verde para o mês de agosto, despachando 3,82 milhões de sacas de grãos verdes, um salto de 31,7% em relação ao ano passado, informou o grupo setorial Cecafé.

A safra deste ano no Brasil está quase concluída, e o foco está se voltando para as perspectivas da safra de 2027, que teve um bom início, com chuvas abundantes favorecendo a floração.

“O mercado pode estar sobrevendido no curto prazo, mas também rompeu para baixo a faixa de negociação de dois meses, o que aponta para 240,85, mais 40 centavos abaixo do nível atual”, afirmou a corretora ADMIS.

O café robusta caiu 0,8%, para US$3.525 a tonelada, embora tenha registrado um ganho de 3% na semana.

Cacau

O cacau em Londres fechou em baixa de £14, ou 0,3%, a £4.330 por tonelada. Ele registrou queda de 4% na semana.

O mercado está se consolidando após atingir uma máxima de quase um ano no início deste mês.

A ADMIS observou que os principais produtores, como a Costa do Marfim e algumas regiões de Gana, receberam chuvas oportunas nos últimos dias.

O cacau de Nova York ficou praticamente inalterado, em US$5.961 por tonelada. O mercado registrou queda de 4% na semana.

AutorReuters
FonteMoney Times
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