Aegea aprova aumento de capital e Itaúsa (ITSA4) entrará com até R$ 1,5 bilhão; entenda
A empresa de saneamento Aegea teve a proposta de aumento de capital no montante de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões aprovada em Assembleia Geral Extraordinária, mostra comunicado enviado ao mercado na noite de terça-feira (28). A operação ocorrerá por meio da emissão de novas ações ordinárias da empresa, ao preço de R$ 55,29 […]

A empresa de saneamento Aegeateve a proposta de aumento de capital no montante de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões aprovada em Assembleia Geral Extraordinária, mostra comunicado enviado ao mercado na noite de terça-feira (28). A operação ocorrerá por meio da emissão de novas ações ordinárias da empresa, ao preço de R$ 55,29 por ação.
A holding Itaúsa (ITSA4), acionista da Aegea com uma participação de 13,27% do capital total, informou ao mercado que, a depender dos demais acionistas, poderá subscrever no prazo de 30 dias montante entre R$ 730 milhões a R$ 1,5 bilhão na operação.
A entrada representa um aumento de participação acionária da Itaúsa no capital total da Aegea de 13,27% para entre 14,01% e 15,43%, respectivamente.
A Itaúsa comunicou ainda que fechou um Acordo de Capitalização e Ajuste de Participação Acionária na Aegea, que estabelece mecanismo de proteção do retorno do investimento da Itaúsa por meio de aumento da sua participação acionária na Investida.
O mecanismo poderá ser aplicado à capitalização mencionada acima e às capitalizações divulgadas pela Itaúsa em 9 de fevereiro de 2026, em função principalmente da oferta pública inicial de ações da Aegea dentro de prazos e condições estabelecidos no acordo.
“O aumento de participação acionária da Itaúsa na Aegea está alinhado à sua estratégia de alocação eficiente de capital, reforçando seu compromisso contínuo com a criação de valor aos acionistas, às investidas e à sociedade”, diz a Itaúsa.
Em outro comunicado ao mercado, a Equipav Saneamento, também acionista da Aegea, afirmou que, de forma a preservar sua liquidez, optou por não exercer seu direito de preferência na subscrição das novas ações.
Desta maneira, ao final do processo de capitalização, a participação societária da Equipav na Aegea passará de 68,69% para até 65,39% do total de ações ordinárias, na hipótese de subscrição integral do aumento de capital, sem alteração na estrutura de governança da investida.
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Aumento de capital na Aegea
A Aegea, uma das maiores do setor, busca reforçar a estrutura de capital e acelerar seu processo de desalavancagem. Em junho, a agência de classificação de risco Fitch Ratings reduziu a classificação da Aegea de BB- para B+, definindo a perspectiva como estável.
Os analistas afirmaram que a revisão da nota reflete “uma estrutura financeira mais frágil e uma menor flexibilidade financeira em função da expectativa de desalavancagem mais lenta e dos elevados custos de financiamento”.
A agência de classificação afirmou esperar que a alavancagem financeira da Aegea em relação ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado continue em cerca de 5 vezes e que a alavancagem líquida siga acima de 4 vezes.
“Apesar do sólido perfil de negócios, o Perfil de Crédito Individual (PCI) da companhia é limitado pela complexidade da estrutura do grupo e pela avaliação da Fitch de que a qualidade das informações e as práticas contábeis do grupo apresentam deficiências”, disse a agência, após a Aegea atrasar a publicação de resultados de 2025 e reapresentar balanço de 2024.
À época da mundaça do rating, a Aegea e seus sócios tinham acabado de desistir de participar do processo de privatização da Copasa (CSMG3), o que deixou o caminho livre para a Equatorial (EQTL3) se tornar acionista de referência da empresa mineira. As empresas citaram na ocasião “compromisso com disciplina na alocação de capital”.
