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25/09/2026
3 min

Agrolend: carteira de crédito deve dobrar; empresa prepara operação em dólar

A Agrolend, instituição financeira especializada em crédito ao agronegócio, espera dobrar sua carteira em 2026 e prepara para os próximos meses a primeira operação de antecipação de recebíveis em dólar, afirmou na quinta-feira (24), o co-CEO da empresa, André Glezer. A companhia também começou a ampliar a atuação para além da cadeia de insumos, com […]

Agrolend: carteira de crédito deve dobrar; empresa prepara operação em dólar

A Agrolend, instituição financeira especializada em crédito ao agronegócio, espera dobrar sua carteira em 2026 e prepara para os próximos meses a primeira operação de antecipação de recebíveis em dólar, afirmou na quinta-feira (24), o co-CEO da empresa, André Glezer. A companhia também começou a ampliar a atuação para além da cadeia de insumos, com operações envolvendo processadores de soja.

A companhia encerrou 2025 com carteira de crédito de R$ 968 milhões, três vezes o volume registrado um ano antes. No período, teve receita de R$ 162 milhões e lucro líquido ajustado de R$ 32 milhões. Em julho, a Agrolend projetava chegar a uma carteira próxima de R$ 2 bilhões até o fim de 2026.

Na abertura do Agrolend Day, em São Paulo, Glezer disse que a estrutura para as operações em dólar está pronta. “Foi um pedido de muitos clientes para nós, para fazer antecipações em dólar, operações em dólar. A nossa estrutura está finalmente pronta para operar isso”, afirmou. A expectativa é realizar a primeira transação até o fim do ano.

O executivo avaliou que o agronegócio começa a entrar em um novo ciclo após anos mais difíceis, em parte pela redução dos juros. “Nosso entendimento é que os juros começaram a cair e devem continuar a cair”, disse.

Segundo Glezer, empresas que apertaram a concessão de crédito e reduziram custos nos últimos anos estão mais bem posicionadas para uma recuperação. “Isso vai deixar as empresas muito bem posicionadas no ciclo que a gente tem pela frente. É um ciclo de alta”, afirmou.

A projeção do executivo encontra respaldo na trajetória recente da Selic. A taxa básica de juros começou a recuar em março deste ano e chegou a 13,75% ao ano na reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), ante 15% no início de 2026.

Na ata divulgada nesta semana, o Banco Central afirmou que o cenário ainda exige cautela e que continuará acompanhando os dados para definir o grau adequado de restrição da política monetária.

A queda dos juros ocorre, porém, em um ambiente ainda pressionado para o crédito no campo. A inadimplência entre produtores rurais atingiu 8,8% no primeiro trimestre de 2026, ante 7,6% em igual período do ano passado, segundo a Serasa Experian.

O levantamento considera dívidas de pessoas físicas vencidas há mais de 180 dias, contraídas com empresas ligadas ao agronegócio, e por isso não é diretamente comparável à carteira da Agrolend, que mede atrasos acima de 90 dias.

Por esse critério, a inadimplência da instituição ficou em 0,68% no fim de 2025, e seguia abaixo de 1% em julho, segundo Glezer.

O Agrolend Day reúne executivos de indústrias de insumos, cooperativas, tradings e instituições financeiras em quatro painéis sobre juros, inadimplência, soluções de crédito e distribuição no agronegócio.

AutorEstadão Conteúdo
FonteMoney Times
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