Ainda acima dos US$ 100, petróleo fica no zero a zero na semana de olho na oferta da Arábia Saudita
Os preços do petróleo recuaram pelo terceiro pregão consecutivo nesta sexta-feira (18), em meio à volatilidade dos mercados e ao acompanhamento, por parte dos investidores, dos sinais de ampliação da oferta da commodity pela Arábia Saudita e das novas investidas do Irã contra embarcações no Estreito de Ormuz. O contrato mais líquido do petróleo Brent, […]

Os preços do petróleo recuaram pelo terceiro pregão consecutivo nesta sexta-feira (18), em meio à volatilidade dos mercados e ao acompanhamento, por parte dos investidores, dos sinais de ampliação da oferta da commodity pela Arábia Saudita e das novas investidas do Irã contra embarcações no Estreito de Ormuz.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro recuou 0,91%, a US$ 103,87 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para novembro cedeu 1,18%, para US$ 96,08 por barril.
Na semana, o Brent caiu 0,71%, enquanto o WTI para outubro teve alta de 0,25% e o contrato para novembro avançou 0,15%.
O que impulsionou o petróleo?
Os preços foram pressionados pelas expectativas de que a Arábia Saudita consiga restabelecer em poucos dias cerca de metade da capacidade de produção do campo de petróleo Leste-Oeste, afetado por um ataque na semana anterior. A Saudi Aramco informou a alguns clientes de refinarias da Europa que não fará alocações de petróleo bruto para entrega no próximo mês, segundo a Bloomberg.
A Dynamix Corporation destacou que esta seria a primeira vez desde 1973 que a Arábia Saudita realmente permaneceria fora do mercado de forma relevante, criando um novo fator de risco para os preços do petróleo.
As tensões geopolíticas também continuaram no radar. O Irã afirmou ter atingido o petroleiro Trend, de bandeira do Togo, por uma suposta tentativa ilegal de atravessar o Estreito de Ormuz. Além disso, explosões foram registradas na região, segundo o jornal Al Hadath. O mercado segue atento à próxima fase das negociações diplomáticas, incluindo um encontro previsto entre o presidente Donald Trump e líderes dos países do Golfo durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.
Nos Estados Unidos, os preços dos combustíveis continuaram avançando. O diesel atingiu o recorde de US$ 6,45 por galão, de acordo com a Associação Americana de Automóveis (AAA). A gasolina chegou a US$ 4,47 por galão, acima dos US$ 3,20 observados um ano antes.
Na Ásia, refinarias japonesas informaram possuir suprimentos suficientes de petróleo bruto até novembro, apesar das preocupações de que um eventual agravamento do conflito entre Arábia Saudita e os Houthis possa afetar o abastecimento. A avaliação foi divulgada pela Associação de Petróleo do Japão.
