Além da Micron, SK Hynix atinge US$ 1 trilhão com rali da IA

O avanço da inteligência artificial segue reconfigurando o mapa global e ampliando o grupo de empresas trilionárias em velocidade inédita. Em mais um capítulo dessa corrida, a SK Hynix entrou para esse seleto clube após forte valorização das ações nesta quarta-feira, 27, além da Micron Technology.
Os papéis da asiática encerraram o pregão com avanço de 9,31% na Bolsa de Seul, cotados a 2.243.000 wons. A companhia sul-coreana já acumula alta próxima de 250% no ano, em um movimento sustentado, principalmente, pela demanda global por memória e componentes essenciais para data centers e modelos de IA.
O desempenho levou o índice Kospi a novos recordes, reforçando o papel do país como peça central na cadeia global de semicondutores. Ele encerrou o pregão em 8.228,70 pontos, avanço de 2,25%. Em um intervalo de 12 meses, o Kospi saiu de um patamar próximo de 2.643 pontos para os níveis atuais.
Mas o movimento não ficou restrito à Ásia. Nos Estados Unidos, a Micron Technology também ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, chegando a, aproximadamente, US$ 1,01 trilhão após a forte valorização recente de suas ações na Nasdaq.
Na terça-feira, 26, o UBS mais que triplicou sua meta para as ações da empresa, o que ajudou a impulsionar um salto de 19,29%, a US$ 895,88, no pregão. Durante a sessão, os papéis oscilaram entre US$ 820,30 e US$ 916,80, este último também marcando a máxima em 52 semanas.
Na pré-abertura do pregão desta quarta-feira, 27, os ativos avançavam mais 5,93%, a US$ 949,01.
A reprecificação reflete a mesma tese que vem dominando Wall Street, isto é, de que a infraestrutura de IA ainda está em fase inicial de expansão e tende a sustentar lucros elevados por mais tempo do que o inicialmente esperado, segundo fontes consultadas pela CNBC.Bolsas globais seguem próximas de máximas históricas
A escalada das empresas de tecnologia ocorre em paralelo a um ambiente global em que os mercados acionários continuam operando próximos de máximas históricas. O Japão também renovou recordes, acompanhando o rali das empresas ligadas à cadeia de chips e eletrônicos.
No intervalo de um ano, o Nikkei acumula forte valorização, saindo da faixa de 37.320 pontos para 65.070 pontos.
China mostra força industrial e Europa ajusta estratégia
Na China, dados industriais adicionaram mais um elemento ao cenário. Os lucros do setor cresceram 24,7% em abril na comparação anual, no ritmo mais forte desde o fim de 2023. O destaque ficou com a fabricação de equipamentos de informática e eletrônicos, cujos resultados praticamente dobraram no período.
Enquanto isso, empresas europeias continuam ajustando suas estratégias em relação à China. Uma pesquisa da Câmara de Comércio da União Europeia indica que parte relevante delas mantém compromisso com cadeias de suprimento no país, e um terço acelera processos de relocalização parcial da produção.
No campo monetário, o Banco Central Europeu (BCE) reforçou o combate à inflação. O integrante do seu conselho, François Villeroy de Galhau, disse que a autoridade "fará o que for necessário" para garantir que a inflação retorne à meta de 2% no médio prazo, em um sinal de continuidade da política de controle de preços.
No pano de fundo geopolítico, os mercados seguem acompanhando as negociações entre Estados Unidos e Irã. Embora a trégua ainda seja considerada frágil, o tema perdeu espaço no centro das atenções em alguns pregões recentes, abrindo caminho para que tecnologia e resultados corporativos voltassem a ditar o ritmo.
