Além das canetas emagrecedoras, remédios relacionados à saúde mental estão entre os mais procurados sem receita

As canetas emagrecedoras estão em alta, em especial, para quem usa o medicamento sem ser por fins de saúde. Devido à necessidade de prescrição médica, os análagos de GLP-1 são difíceis de serem comprados sem receita — ao menos dentro das normas.
Nesse contexto, não é surpresa que Ozempic, Mounjaro e Sertralina estejam atualmente entre os remédios mais buscados sem receita. O levantamento foi realizado pela Olá Doutor, plataforma de consultas online via chat.
Os remédios mais buscados sem receita
Além dos medicamentos para emagrecimento, remédios relacionados à saúde mental também aparecem com destaque na lista. Confira o ranking completo abaixo:
| Posição | Medicamento | Vol. total de buscas |
| 1 | Sibutramina sem receita | 102.330 |
| 2 | Mounjaro sem receita | 81.460 |
| 3 | Sertralina sem receita | 47.330 |
| 4 | Amoxicilina sem receita | 37.870 |
| 5 | Ozempic sem receita | 36.160 |
| 6 | Ritalina sem receita | 19.990 |
| 7 | Venvanse sem receita | 18.650 |
| 8 | Testosterona sem receita | 14.370 |
| 9 | Roacutan sem receita | 9.340 |
| 10 | Prosoy sem receita | 8.800 |
Ranking baseado nas buscas online da população nos últimos 12 meses, realizado pela Olá, Doutor
Para Anderson Zilli, CEO do Olá Doutor, o alto volume das buscas online destaca como tal demanda passou a integrar a rotina de quem busca resultados estéticos e de performance sem avaliação profissional:
“Sibutramina, Ozempic e testosterona sintética são substâncias com indicações precisas e efeitos que exigem monitoramento contínuo”, alerta. “O caminho mais seguro é sempre procurar um profissional de saúde, que avaliará a necessidade do tratamento e possíveis efeitos adversos”.
Se tem placa, tem história
Se os medicamentos precisam de aval médico para serem comprados (e usados), há um motivo para isso.
Nesse contexto, a recomendação é sempre consultar um especialista — e não se automedicar:
“É importante passar por um especialista para que o mais precocemente possível essa avaliação seja feita e que se faça um tratamento adequado que, muitas vezes, não vai envolver o uso de medicações caríssimas. Além de gastar dinheiro à toa, pode fazer mal à saúde. É só prejuízo no final das contas”, disse a endocrinologista Maria Luisa Trabachin Gimenes, citada pelo jornal Gazeta Digital.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
