Além de tarifar o Brasil, Donald Trump questiona cartão vermelho na Copa do Mundo — e Fifa obedece

A diplomacia brasileira segue tentando bailar com os norte-americanos, mas Donald Trump firmou o pé em relação ao tarifaço contra o Brasil. Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos trava pautas importantes como um cartão vermelho recebido pelo jogador americano Folarin Balogun na Copa do Mundo.
Na última quarta-feira (1), a seleção americana jogou contra a Bósnia. Durante a partida, o principal artilheiro do time americano, Folarin Balogun, levou um cartão vermelho. Como consequência, Balogun não poderia participar do próximo jogo, que viria a ser na noite de ontem (6).
Poucas horas depois da partida, Trump pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que ele revisasse a suspensão do jogador — e a Fifa obedeceu.
Fifa reverte cartão pela primeira vez desde 1962
No domingo (5), a federação reverteu a suspensão. Deste modo, Balogun pôde jogar contra a Bélgica na noite de ontem (6).
A última vez que a Fifa reverte uma decisão do tipo foi em 1962. Na época, Garrincha havia sido expulso após chutar um adversário na semifinal contra o Chile.
Com Pelé lesionado, a Fifa sofreu pressão para permitir que Garrincha participasse da final contra a Tchecoslováquia. A federação alegou que não havia provas suficientes e o jogador participou da partida.
Décadas depois, funcionários do governo Trump se mobilizaram para ajudar a Federação de Futebol dos Estados Unidos a recorrer a decisão.
Os americanos tinham um sonho
O principal argumento era que o cartão vermelho foi aplicado de forma incorreta pois árbitros não deveriam ter utilizado o replay em câmera lenta para determinar a punição, segundo a apuração do jornal The New York Times.
O uso de revisão em vídeo é uma prática comum, e jogadores já foram expulsos outras vezes após esse tipo de análise.
Apesar de todo o esforço, em casa, a seleção dos EUA foi eliminada. Com o placar de 4 a 1, a Bélgica se classificou para as quartas-de-final.
*Sob supervisão de Renan Dantas.
