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InvestMercados
29/06/2026
2 min

Alemanha tenta barrar demissões e fechamento de fábricas da Volkswagen; ação cai

Alemanha tenta barrar demissões e fechamento de fábricas da Volkswagen; ação cai

O governo alemão tentar barrar o fechamento de fábricas da Volkswagen após fontes da imprensa internacional terem veiculado, na última semana, que a maior montadora europeia iria descontinuar quatro unidades fabris e demitir cerca de 100 mil funcionários no total.

Por volta das 9h40 (horário de Brasília), as ações da Volkswagen (VOW3) caíam 2,23%, a 72,80 euros. Neste ano, acumulam queda de 31,71% e, nos últimos 12 meses, -19,02%.

Um porta-voz do governo federal afirmou nesta segunda-feira, 29, que o objetivo central da gestão é garantir que os locais de produção permaneçam ativos e lucrativos dentro da Alemanha, conforme informações divulgadas pela Reuters.

De acordo com o representante, é necessário estabelecer condições de estrutura adequadas, o que inclui mecanismos competitivos e incentivos para assegurar que as plantas sigam viáveis economicamente.

Contudo, Berlim reconhece os limites de sua influência, destacando que a palavra final sobre o encerramento de operações pertence à própria empresa e deve ser tomada com base em fundamentos comerciais.

Concorrência chinesa impacta Volks

A reestruturação ganha contornos de urgência diante de um cenário global adverso, marcado pela concorrência agressiva de fabricantes chineses, a exemplo da expansão da BYD e Geely, e pela imposição de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos.

Fontes próximas ao tema ouvidas pela agência revelaram na última sexta-feira, 26, que a diretoria da Volkswagen estuda desativar as plantas de Emden, Zwickau, Hanover e a unidade da Audi em Neckarsulm, refletindo a queda persistente na demanda do mercado europeu.

Tensão no conselho e resistência sindical

O mercado agora volta as atenções para o dia 9 de julho, quando o conselho da Volkswagen e representantes dos trabalhadores se reunirão para discutir formalmente as propostas de reestruturação e o destino das fábricas alemãs.

Os sindicatos já prometem uma resistência a qualquer plano que amplie as demissões. Ao que tudo indica, a administração da montadora já teria comunicado internamente que cerca de 50 mil cortes de vagas divulgados antes são insuficientes para os novos desafios.

Uma nota do conselho de trabalhadores acessada pela Reuters indica que novas reduções de pessoal ainda precisam ser quantificadas e divulgadas oficialmente, mas o clima de pessimismo já domina as conversas entre a diretoria e os representantes dos funcionários.

Diferente do governo federal, que não possui participação direta na Volkswagen, o estado da Baixa Saxônia é o segundo maior acionista da empresa e também deve se posicionar firmemente contra os fechamentos, indica a agência.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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