Aluguel comercial tem maior alta mensal desde 2012

O mercado deimóveis comerciais no Brasil registrou em maio de 2026 a maior valorização mensal do aluguel desde abril de 2012, segundo o Índice FipeZap de Venda e Locação Comercial. A média ponderada das dez cidades monitoradas apontou um aumento de 1,48% nos preços de locação em relação a abril, enquanto o índice de venda avançou apenas 0,20% no mesmo período.
Nos últimos 12 meses, a valorização acumulada dos aluguéis comerciais chegou a 10,60%, superando significativamente os preços de venda. Entre 2015 e 2023, o mercado de venda comercial enfrentou nove anos consecutivos de retração nominal. A recuperação só se tornou mais evidente em 2025, com alta de 2,55%. Nos últimos 12 meses até maio de 2026, atingiu 2,26%.
Apesar de ter passado por quedas entre 2014 e 2020, a locação comercial iniciou uma trajetória de alta a partir de 2021. Os aumentos recentes foram expressivos: 7,88% em 2024, 8,91% em 2025 e 10,60% no acumulado de 12 meses até maio de 2026. O acumulado estimado de 2014 a 2025 mostra que a venda comercial acumulou queda nominal de cerca de 11%, enquanto os aluguéis registraram variação positiva superior a 1%, impulsionada pelos aumentos nos últimos anos.
Desempenho por cidade
O crescimento da locação foi desigual entre as cidades. Salvador registrou alta de 0,53% no mês, mas impressionantes 19,52% em 12 meses. Brasília (+3,48%), Rio de Janeiro (+3,31%) e Curitiba (+2,01%) também tiveram aumentos expressivos. As menores altas mensais ocorreram em Campinas (+0,18%) e Salvador (+0,53%), apesar do crescimento anual expressivo na capital baiana.
Já na venda comercial, Florianópolis teve valorização de 1,15%, enquanto Salvador registrou retração de 0,76%. O levantamento consolida o preço médio por metro quadrado e acompanha o comportamento histórico de salas e conjuntos comerciais de até 200 metros quadros, oferecendo um panorama detalhado para investidores e operadores do mercado corporativo.
Rentabilidade do aluguel comercial
O Índice FipeZap também traz dados sobre a rentabilidade do aluguel comercial,conhecida como rental yield, calculada como a razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda. Em maio de 2026, o retorno médio anualizado do aluguel comercial atingiu 7,47% ao ano, acima do retorno projetado para imóveis residenciais, de 6,11% ao ano.
No entanto, ambos ainda ficam abaixo do retorno médio projetado para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses.
Entre as cidades monitoradas, Salvador lidera a rentabilidade, com 11,28% ao ano, seguida por Campinas (8,83%), Rio de Janeiro (7,78%), Brasília (7,60%) e São Paulo (7,28%). Niterói (6,91%), Florianópolis (6,73%), Belo Horizonte (6,66%), Porto Alegre (6,48%) e Curitiba (6,10%) completam a lista.
O estudo reforça a atratividade do segmento comercial para investidores que buscam retornos superiores ao mercado residencial, destacando oportunidades em capitais com maior potencial de rentabilidade, como Salvador e Campinas.
Destaques por cidade
Variação no preço de venda comercial nos últimos 12 meses
- Salvador: +8,19%
- Curitiba: +5,03%
- Brasília: +4,94%
- Campinas: +3,87%
- Niterói: +3,59%
- Florianópolis: +3,34%
- São Paulo: +2,04%
- Belo Horizonte: +1,78%
- Porto Alegre: +0,71%
- Rio de Janeiro: -0,13%
Variação no preço de locação comercial nos últimos 12 meses
- Salvador: +19,52%
- Rio de Janeiro: +17,73%
- Florianópolis: +12,35%
- Curitiba: +10,30%
- Brasília: +10,26%
- Campinas: +9,93%
- Niterói: +8,54%
- São Paulo: +8,03%
- Belo Horizonte: +7,49%
- Porto Alegre: +1,04%
Variação no preço de venda comercial mensal
- Florianópolis: +1,15%
- Curitiba: +0,47%
- Campinas: +0,41%
- Rio de Janeiro: +0,30%
- São Paulo: +0,29%
- Belo Horizonte: +0,17%
- Niterói: -0,19%
- Porto Alegre: -0,24%
- Brasília: -0,24%
- Salvador: -0,76%
Variação no preço de locação comercial mensal
- Brasília: +3,48%
- Rio de Janeiro: +3,31%
- Curitiba: +2,01%
- Belo Horizonte: +1,62%
- Niterói: +1,45%
- Florianópolis: +1,19%
- Porto Alegre: +0,65%
- São Paulo: +0,65%
- Salvador: +0,53%
- Campinas: +0,18%
Rentabilidade por cidade
- Salvador: 11,28% a.a.
- Campinas: 8,83% a.a.
- Rio de Janeiro: 7,78% a.a.
- Brasília: 7,60% a.a.
- São Paulo: 7,28% a.a.
- Niterói: 6,91% a.a.
- Florianópolis: 6,73% a.a.
- Belo Horizonte: 6,66% a.a.
- Porto Alegre: 6,48% a.a.
- Curitiba: 6,10% a.a.
