Amazon (AMZN) salta quase 14% após balanço do 2T26 e BTG vê diferencial em relação à concorrência
A Amazon (AMZN) reportou um resultado considerado sólido no segundo trimestre de 2026 (2T26), com avanço de 20% na receita consolidada na comparação anual, para US$ 200,6 bilhões, enquanto o lucro operacional subiu 43%, para US$ 27,5 bilhões. Para o BTG Pactual, o resultado traz evidências robustas de que os investimentos em inteligência artificial (IA) […]

A Amazon (AMZN) reportou um resultado considerado sólido no segundo trimestre de 2026 (2T26), com avanço de 20% na receita consolidada na comparação anual, para US$ 200,6 bilhões, enquanto o lucro operacional subiu 43%, para US$ 27,5 bilhões. Para o BTG Pactual, o resultado traz evidências robustas de que os investimentos em inteligência artificial (IA) já estão gerando receita.
O principal destaque foi a forte reaceleração da AWS: a receita cresceu 37%, para US$ 42,2 bilhões — o ritmo mais acelerado dos últimos 18 trimestres — e o lucro operacional avançou 63%, para US$ 16,6 bilhões, implicando uma margem robusta de 39,3%.
“Por outro lado, as exigências de infraestrutura continuam extremamente elevadas. A Amazon investiu US$ 54,2 bilhões em propriedades e equipamentos durante o trimestre, frente a US$ 32,2 bilhões no mesmo período do ano anterior”, afirma.
Além disso, a empresa elevou sua expectativa de investimentos (capex) para 2026 para aproximadamente US$ 220 bilhões e reportou uma saída de fluxo de caixa livre acumulada em 12 meses de US$ 7,6 bilhões, em comparação com uma geração positiva de US$ 18,2 bilhões um ano antes.
Com esse cenário, o BTG considera que a tese de investimento da Amazon depende cada vez mais da capacidade da AWS de sustentar taxas de crescimento próximas às atuais e monetizar rapidamente sua nova capacidade instalada, de forma a compensar o aumento da depreciação e das necessidades de financiamento.
Por volta das 11h16 (horário de Brasília), a AMZN subia 14,07% (US$ 268,43). No entanto, o Nasdaq que operava em alta de quase 1%, recuava 0,31%, aos 25.044,43 pontos, pressionado pelo setor de tecnologia.
Agentes de IA no comércio
A Amazon está desenvolvendo capacidades de IA baseada em agentes (agentic AI) tanto na camada de infraestrutura quanto em seu próprio ecossistema de consumo, diz o BTG.
O banco destaca entre as ferramentas da Amazon:
- O Bedrock AgentCore, que incorpora funções de pagamento;
- As ferramentas da AWS de busca, identidade, governança e processamento para empresas terceiras desenvolverem seus próprios agentes;
- E a Alexa+ que, além de ajudar na descoberta de produtos, auxilia na execução de tarefas compostas por múltiplas etapas.
“A Amazon encontra-se particularmente bem posicionada para essa mudança, pois controla praticamente toda a cadeia da experiência do consumidor: o relacionamento com o cliente, o catálogo de produtos, o marketplace de publicidade, os pagamentos, o programa Prime e a infraestrutura logística”, detalha o BTG.
O banco complementa que isso pode permitir que a companhia capture simultaneamente tanto a receita das transações quanto a receita de computação gerada pelos agentes de compras desenvolvidos por terceiros.
Vantagens em relação à concorrência
As concorrentes da Amazon, Microsoft e Alphabet, também vêm acelerando seus investimentos em IA, embora seus modelos de monetização sejam distintos.
Mas o banco considera que a Amazon tem um diferencial: a sua estratégia de IA pode gerar receitas simultaneamente em diversas frentes, como infraestrutura da AWS, chips proprietários, publicidade, comissões do marketplace, retenção de assinantes do Prime e serviços de logística (fulfillment).
