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TecnologiaBDR
02/07/2026
3 min

Amazon diz estar pronta para competir com Starlink de Elon Musk

Amazon diz estar pronta para competir com Starlink de Elon Musk

A Amazon afirmou nesta quinta-feira, 2, que já tem satélites suficientes em órbita para colocar de pé seu concorrente da Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, de Elon Musk.

Na quarta-feira, 1º, a empresa concluiu mais um lançamento e passou a operar 396 satélites do Amazon Leo. Segundo Chris Weber, vice-presidente responsável por negócios e produtos do projeto, esse número "é suficiente para suportar serviço contínuo nas latitudes iniciais", colocando a companhia no caminho da estreia comercial, prevista para meados deste ano.

Apesar do avanço, a Amazon ainda está longe da escala da Starlink. Quando a SpaceX lançou a versão beta do serviço, em 2020, os usuários esperavam velocidades entre 50 Mbps e 150 Mbps, latência de 20 milissegundos a 40 milissegundos e períodos sem conexão.

A largada será limitada

Os primeiros usuários do Amazon Leo não devem esperar cobertura ampla ou desempenho estável desde o início. A comparação com a Starlink mostra que redes de internet via satélite dependem de escala para reduzir falhas, ampliar capacidade e melhorar a velocidade.

Hoje, a Starlink opera mais de 10.000 satélites e oferece conexão em mais de 160 países. A própria SpaceX informa mediana de download de cerca de 200 Mbps nos Estados Unidos, com latência de 25,7 milissegundos nos horários de pico.

A Amazon, por sua vez, ainda está no começo da implantação. A empresa tem autorização para uma constelação de 3.236 satélites em órbita baixa da Terra e precisará ampliar os lançamentos para se aproximar da capacidade da rival.

A distância até a Starlink

O atraso também tem relação com a disponibilidade de foguetes. A Amazon usa uma estratégia com múltiplos fornecedores, incluindo Atlas V, Ariane 6, Falcon 9, Vulcan Centaur e New Glenn.

Parte da expectativa está na Blue Origin, empresa espacial de Jeff Bezos. O foguete reutilizável New Glenn é visto como peça importante para acelerar os lançamentos, mas ainda não entrou em operação regular.

Uma nova disputa pela internet via satélite

A entrada do Amazon Leo amplia a competição em um mercado dominado pela Starlink. A proposta é oferecer internet em regiões com pouca infraestrutura terrestre e atender consumidores, empresas, governos e serviços de conectividade em aviões, navios e áreas remotas.

Para a Amazon, a vantagem está na integração com sua estrutura de tecnologia e nuvem. O serviço pode ser conectado à Amazon Web Services (AWS), braço de computação em nuvem da companhia, para atender clientes corporativos e governamentais.

A estreia comercial prevista para meados de 2026 marca apenas o começo da disputa. A Starlink ainda tem a escala, a cobertura e a base de usuários. A Amazon, agora, tem satélites suficientes para começar a reduzir essa distância.

AutorTamires Vitorio
FonteExame
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