Aneel mantém bandeira verde: entenda o que isso muda na sua conta de luz
Com a decisão, consumidores não terão valores adicionais na conta de luz pelo segundo mês consecutivo

RESUMO +
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pelo sistema de bandeiras tarifárias, manteve nesta sexta-feira, 30, a bandeira verde para novembro, sem cobrança adicional na conta de luz. Segundo a Aneel, o aumento das chuvas elevou o nível dos reservatórios e reduziu a necessidade de usinas termelétricas.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) manteve a bandeira tarifária verde para novembro. Com a decisão, publicada nesta sexta-feira, 30, os consumidores não terão valores adicionais na conta de luz pelo segundo mês consecutivo.
Segundo a agência, a manutenção da bandeira reflete as condições favoráveis de geração de energia. O aumento das chuvas nas regiões das principais usinas hidrelétricas contribuiu para melhorar o nível dos reservatórios e reduzir a necessidade de acionar usinas termelétricas, que têm custos mais elevados.
A bandeira verde voltou a valer em outubro, depois de cinco meses de bandeira amarela. Durante esse período, os consumidores tiveram um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias?
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica os custos de geração de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). A classificação é definida mensalmente e considera as condições de produção de energia no país.
Na bandeira verde, não há cobrança adicional. Já as bandeiras amarela e vermelha representam custos extras na conta de luz, calculados a cada 100 kWh consumidos.
Os valores adicionais são:
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.
Quanto mais custosa a geração de energia, maior é o valor cobrado dos consumidores.
(Com Agência Brasil)
