Anvisa proíbe suplemento alimentar que continha antidepressivo não declarado na rotulagem
Produtos vendidos como suplementos continham substâncias não informadas no rótulo; Anvisa também alerta para lote falsificado de medicamento

Suplemento alimentar que continha antidepressivo não declarado, medicamento falsificado e todos os produtos da marca Shark Pro estão na medida mais recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A resolução proibiu a venda e a fabricação dos itens.
Suplemento alimentar proibido por conter antidepressivo
Um dos itens que foram mencionados na medida da Anvisa foi o Suplemento Alimentar Newfit, da empresa Romario Barbosa Bueno.
Na internet, o produto era vendido como um suplemento inibidor de apetite "100% natural".
No entanto, um teste realizado pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou a substâncias ativas não declaradas em sua rotulagem, que são:
- Sibutramina, associada ao tratamento de obesidade em adultos
- Fluoxetina, antidepressivo usado no tratamento de depressão, ansiedade, TOC e outros transtornos psiquiátricos
- Furosemida, um diurético
A medida determina a apreensão do produto e proíbe ainda a divulgação, a distribuição e o uso.
Outro alvo da resolução é o Mounja Gummy, fabricado pela Bela Blue Beauty, que não possui registro, notificação ou cadastro na Anvisa.
Também relacionado ao processo de emagrecimento, o produto está em processo de apreensão. Inclusive, está proibido de ser fabricado, vendido, distribuído, importado e divulgado.
Anvisa determina recolhimento de todos os produtos da marca Shark Pro
A agência também determinou o recolhimento de todos os suplementos alimentares da marca Shark Pro, fabricado pela RCA LABS.
Segundo a Anvisa, uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária municipal de Capivari (SP) constatou falhas graves de Boas Práticas de Fabricação.
Entre elas, estão a ausência de controle de qualidade da matéria-prima, armazenamento inadequado da matéria-prima e falta de registros de manutenção preventiva dos equipamentos.
Além disso, houve a comprovação da ausência de estudos de estabilidade dos suplementos alimentares e a falta de regularização (notificação) de alguns suplementos alimentares.
Os produtos não podem ser fabricados, distribuídos, divulgados e utilizados.
Falsificação de medicamento
A resolução também prevê a apreensão do lote 10008808 do medicamento Trodelvy.
A detentora do registro do produto, Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil, informou desconhecer o lote, classificado como falsificado.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
*Com informações do Gov.br.
