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02/09/2026
3 min

Anvisa suspende fabricação de produtos de limpeza da Unilever e proíbe consumo e distribuição de água mineral

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (2) a suspensão da fabricação de produtos de limpeza da Unilever na unidade de Vinhedo (SP). A medida foi motivada pela identificação de falhas nos controles adotados durante a fabricação e a liberação dos produtos de limpeza, informa a Anvisa. Esses procedimentos integram as Boas […]

Anvisa suspende fabricação de produtos de limpeza da Unilever e proíbe consumo e distribuição de água mineral

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)determinou nesta quarta-feira (2) a suspensão da fabricação de produtos de limpeza da Unilever na unidade de Vinhedo (SP).

A medida foi motivada pela identificação de falhas nos controles adotados durante a fabricação e a liberação dos produtos de limpeza, informa a Anvisa. Esses procedimentos integram as Boas Práticas de Fabricação (BPF).

A agência destacou que não foram detectados contaminações nem outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica. Por esse motivo, não foi determinada a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado.

Além da Unilever, a agência também proibiu a comercialização da água mineral sem gás da marca Vitoriosa, produzida pela GEPF Agroindústria Ltda., após a detecção de coliformes totais em análise laboratorial.

Caso da Unilever

Segundo a Anvisa, a suspensão da fabricação de produtos de limpeza na Unilever de Vinhedo se dá após uma inspeção realizada entre os dias 24 e 28 de agosto, em conjunto com a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Sanitária do Município de Vinhedo.

Na ocasião, foram identificadas falhas nas Boas Práticas de Fabricação — requisitos que as empresasdevem cumprir para assegurar que a produção tenha sistemas de controle de qualidade adequados.

Entre as irregularidades estão “falhas nos controles realizados durante a fabricação e antes da liberação dos produtos, deficiências no monitoramento da água utilizada no processo produtivo e fragilidades na investigação e correção de problemas identificados pela própria empresa”.

A medida tomada tem caráter preventivo e faz parte de uma ação de fiscalização de fabricantes de saneantes — categoria que inclui produtos destinados à limpeza, desinfecção e conservação de ambientes.

O objetivo é garantir que futuros lotes produzidos pela empresa atendam aos padrões sanitários e não representem risco à saúde pública.

Em resposta ao ocorrido, a Unilever afirmou que já iniciou as ações solicitadas pela Anvisa, enquanto as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente. Em nota, a empresa disse ainda que as exigências contribuirão para o aprimoramento de seus processos e reafirmou seu compromisso com a qualidade e a segurança dos consumidores.

Caso da água Vitoriosa

A Anvisa também determinou a interdição cautelar da água mineral sem gás da marca Vitoriosa.

A medida foi adotada após um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ) apontar resultado insatisfatório em ensaio microbiológico, com detecção de coliformes totais em amostra de 250 ml do produto.

De caráter preventivo e temporário, a interdição permanece em vigor enquanto são realizados testes e análises complementares para a conclusão da investigação. Até que a segurança do produto seja comprovada, a água não deve ser consumida nem comercializada.

Coliformes são bactérias utilizadas como indicador das condições sanitárias da água e dos alimentos. Sua presença pode sinalizar falhas de higiene, processamento ou armazenamento, mas não necessariamente contaminação fecal ou risco imediato à saúde. Por isso, análises adicionais são necessárias para identificar a origem e a gravidade do problema.

A resolução da Anvisa não informa a detecção de outros microrganismos na amostra nem relata casos de consumidores que tenham apresentado problemas de saúde após ingerir o produto.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

AutorIsabella Scaramucci
FonteMoney Times
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