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Sacre Investimentos
Economia
29/07/2026
2 min

Ao contrário do mercado, Citi não vê corte de juros pelo Copom na próxima reunião; entenda os motivos

O mercado praticamente já precificou um novo corte de juros na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom), mas o Citi segue na contramão. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (28), o banco reafirmou sua visão de que o Banco Central manterá a taxa Selic em 14,25% ao ano, interrompendo o ciclo de afrouxamento […]

Ao contrário do mercado, Citi não vê corte de juros pelo Copom na próxima reunião; entenda os motivos

O mercado praticamente já precificou um novo corte de juros na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom), mas o Citisegue na contramão. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (28), o banco reafirmou sua visão de que o Banco Central manterá a taxa Selic em 14,25% ao ano, interrompendo o ciclo de afrouxamento monetário já na próxima decisão.

Para os economistas do Citi, a combinação entre a deterioração das expectativas de inflação, a expansão fiscal às vésperas das eleições e a resiliência da atividade econômica justifica uma postura mais cautelosa da autoridade monetária.

“Mantemos uma visão mais hawkish de que o Copom deixará a Selic inalterada em agosto, divergindo da expectativa de mercado de mais um corte de juros”, afirmam os analistas do Citi.

Segundo o banco, um dos principais fatores por trás dessa avaliação é a continuidade da desancoragem das expectativas de inflação de médio e longo prazo. Além disso, as revisões para cima do hiato do produto feitas pelo Banco Central para 2026 indicam que a economia segue operando com pouca folga, limitando o alívio das pressões inflacionárias.

O Citi também destaca que o Copom evitou oferecer qualquer sinalização para a próxima reunião em sua comunicação mais recente, o que reforça a possibilidade de uma pausa no ciclo de cortes.

Apesar da expectativa de manutenção da Selic em agosto, o Citi avalia que o ciclo de flexibilização monetária não terminou de forma definitiva. O banco projeta que a redução dos juros poderá ser retomada apenas no segundo semestre de 2027, quando um ambiente global menos inflacionário e um eventual fortalecimento das âncoras fiscais pelo governo eleito criariam espaço para novos cortes. Nesse cenário, a Selic encerraria 2027 em 12,50% ao ano.

Em relação à inflação, o Citi manteve sua projeção de IPCA em 4,8% no fim de 2026, abaixo do consenso do mercado, refletindo principalmente uma perspectiva mais favorável para os preços dos alimentos.

Ainda assim, a instituição avalia que esse cenário não é suficiente para justificar um novo corte imediato dos juros, diante da persistência das expectativas inflacionárias acima da meta e do ambiente fiscal mais expansionista.

AutorJuliana Caveiro
FonteMoney Times
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