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Sacre Investimentos
PolíticaMPOL
16/08/2026
2 min

Aplicação da Lei de Reciprocidade contra os EUA é vista como ‘eleitoreira’ por empresas exportadoras

A abertura do processo de reciprocidade contra as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não foi bem recebida pelos setores exportadores da indústria. A leitura é de que a medida atende ao propósito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de fortalecer o discurso de soberania nacional, de olho na reeleição em […]

Aplicação da Lei de Reciprocidade contra os EUA é vista como ‘eleitoreira’ por empresas exportadoras

A abertura do processo de reciprocidade contra as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não foi bem recebida pelos setores exportadores da indústria.

A leitura é de que a medida atende ao propósito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de fortalecer o discurso de soberania nacional, de olho na reeleição em outubro, do que aos interesses das empresas atingidas pelas sobretaxas comerciais.

Líderes de entidades industriais consultados pela Broadcast entendem que o acionamento da lei de reciprocidade não deve servir como pressão adicional para forçar o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, a negociar o tarifaço.

Também apontam que os efeitos práticos da iniciativa dificilmente ocorrerão em menos de três meses, devido às etapas do processo — aprovação de relatório, consulta pública e deliberações finais — até a eventual aplicação de contramedidas.

Por isso, nos bastidores, exportadores avaliam que a abertura do processo decorreu mais de cálculos políticos do que econômicos. “Estamos em ano eleitoral, e a reciprocidade vem ao encontro do discurso de soberania. Pode ser usada nesse aspecto”, comentou, em off, um dirigente da indústria.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, concorda que a medida pode ter sido influenciada pelas eleições. Segundo ele, a decisão do governo tende a gerar mais transtorno do que benefício nas negociações com os Estados Unidos.

“Eu preferiria que essa medida não tivesse sido tomada porque, neste momento, não estamos em condição de igualdade com os Estados Unidos. Pelo contrário, somos coadjuvantes, enquanto o outro lado é protagonista”, comenta Castro.

AutorEstadão Conteúdo
FonteMoney Times
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