Aplicativo do Tesouro Direto será desativado; veja como acessar agora
O Tesouro Direto informou nesta quinta-feira, 30, que desativará seu aplicativo oficial a partir de 17 de agosto de 2026

O Tesouro Direto informou nesta quinta-feira, 30, que desativará seu aplicativo oficial a partir de 17 de agosto de 2026. Com a mudança, os investidores passarão a acessar o programa exclusivamente pelo Portal do Investidor, disponível no site oficial do Tesouro Direto, ou pelo aplicativo da instituição financeira em que mantêm a conta de investimentos.
Segundoo Tesouro, a desativação faz parte da construção de uma nova experiência para os investidores, que será apresentada futuramente, ainda sem data prevista.
Até lá, o Portal do Investidor concentrará os principais serviços do programa.
"O Portal do Investidor reúne os principais serviços em um único ambiente. Por meio dele, é possível acompanhar a carteira de investimentos, consultar títulos, verificar a rentabilidade, realizar aplicações e resgates, acessar o histórico de operações e gerenciar os investimentos de forma segura e prática", afirmou o Tesouro Direto em nota.
Mudança não altera os investimentos realizados
O órgão destacou que a mudança não altera os investimentos já realizados. Os títulos, valores aplicados, rentabilidade e demais informações permanecerão preservados, sem necessidade de qualquer procedimento por parte dos investidores.
A orientação é apenas utilizar o Portal do Investidor ou o aplicativo do agente de custódia para continuar acompanhando a carteira e realizando operações normalmente.
Puxado por novo título, Tesouro Direto tem segundo melhor mês da história
A mudança ocorre em ummomento de forte expansão do Tesouro Direto. Em junho, as vendas de títulos públicos pela internet somaram R$ 14,76 bilhões, o segundo maior volume mensal desde a criação do programa e apenas R$ 30 milhões abaixo do recorde histórico registrado em março, de R$ 14,79 bilhões.
O desempenho foi impulsionado pelo Tesouro Reserva, título lançado recentemente e indexado à Selic, que movimentou R$ 2,09 bilhões no mês, equivalente a 14,2% das vendas totais. Na comparação com maio, quando as vendas atingiram R$ 10,22 bilhões, o crescimento foi de 44,51%. Em relação a junho de 2025, a alta chegou a 156,03%.
Os títulos atrelados à Selic, atualmente em 14,25% ao ano, seguiram como a principal escolha dos investidores e responderam por 54,5% das vendas em junho. As Letras Financeiras do Tesouro (LFT) representaram R$ 4,16 bilhões, ou 28,2% do total negociado. Os papéis indexados ao IPCA concentraram 34,3% das vendas, enquanto os títulos prefixados ficaram com participação de 16,7%.
O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 262,47 bilhões ao fim de junho, alta de 4,57% em relação a maio e de 45,53% em 12 meses. No mesmo período, o programa ganhou 261.877 novos investidores, elevando a base para 35,85 milhões de cadastrados.
O número de investidores ativos chegou a 3,69 milhões, avanço de 21,19% em um ano. O perfil segue concentrado em pequenos investidores: 75,4% das operações realizadas em junho foram de até R$ 5 mil, e pouco mais da metade não ultrapassou R$ 1 mil.
