Após crise no STF: Flávio Bolsonaro e Augusto Cury passam numericamente o presidente pela primeira vez, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
A pesquisa divulgada nesta terça-feira (8) mostra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente de Lula pela primeira vez desde o início da série

Se a corrida eleitoral já estava aquecida, agora ela está pegando fogo, e quem coloca lenha na fogueira é a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão vive uma disputa entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes sobre o caso do Banco Master, e respingos das tensões caíram sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em meio à crise, a pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), mostrou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente de Lula no segundo turno pela primeira vez desde o início da série, em 30 de março. O senador aparece com 46% das intenções de votos contra 45% do presidente.
Além de Flávio, Augusto Cury (Avante) também superaria numericamente o petista em um embate no segundo turno, com 45% contra 43%. É a primeira vez que o escritor aparece em cenários de segundo turno.
Vale lembrar, porém, que, nesses dois cenários, há empate técnico entre Lula e os adversários, dentro de margem de erro de dois pontos porcentuais.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2002 eleitores maiores de 16 anos entre sexta-feira (4) e esta segunda-feira (7) nos 26 estados e no Distrito Federal. O índice de confiança é de 95%.
Lula contra outros adversários no segundo turno
A pesquisa BTG Pactual/Nexus manteve outros três cenários com embates do presidente contra Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), e incluiu, pela primeira vez um cenário entre Lula e Cury no segundo turno.
Contra Caiado, Lula teria vantagem de 46% a 43%. No levantamento da semana anterior, o presidente apareceu com 45% das intenções de votos contra 44%.
Em um segundo turno contra Zema, Lula teria 47% a 40%, acima da margem de erro, ante 46% a 41% na pesquisa anterior. Já se o adversário fosse Renan Santos, o presidente venceria por 47% a 39%, ante 47% a 38% do último levantamento.
No embate entre Cury e Lula, o escritor teria 45% e o atual presidente, 43%, nenhum/branco/nulo somariam 10% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.
Cenários de primeiro turno
No primeiro turno, Augusto Cury aparece com 9%, o que mostra um freio no candidato do Avante, após a disparada na semana passada.
Lula manteve o porcentual no primeiro turno do levantamento de 31 de agosto, com 39%. Já Flávio Bolsonaro cresceu dois pontos sobre os 33% registrados anteriormente, enquanto Cury caiu também dois pontos sobre os 11% da pesquisa passada.
Caiado saiu de 5% para 4% e Renan Santos variou de 3% para 4%. Zema e Samara Martins (UP) permaneceram com 1%, mesmo porcentual atingido por Rui Costa Pimenta (PCO). Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Wilson Grassi Júnior (Democrata) ficaram com 0%.
O total de brancos, nulos e dos que não votariam em nenhum dos nomes apresentados ficou em 3% e os indecisos ou que não opinaram variaram de 3% para 2%.
A nova pesquisa BTG Pactual/Nexus manteve outro cenário de primeiro turno: uma disputa eleitoral com a inclusão de Pablo Marçal como candidato do PRTB.
O nome do partido ainda está indefinido, já que o coach obteve na Justiça sua refiliação, segue inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), e proibido de fazer campanha pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No cenário com Marçal, Lula saiu de 37% para 39% ante o levantamento passado, Flávio Bolsonaro vai de 31% para 34% e Augusto Cury saiu de 11% para 9%. Caiado variou de 6% para 4%, Renan Santos, variou de 3% para 4% e o coach aparece os mesmos 3% do levantamento passado.
Zema permaneceu em 2%, Samara Martins aparece com 1% e outros candidatos não atingiram 1%.
Para 81% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará, ante 78% há uma semana, recorde na série iniciada em março. Outros 17%, ante 21% de 31 de agosto, poderão mudar e 1% não soube ou não respondeu.
Avaliação do governo e aprovação de Lula
A rejeição a Lula permaneceu em 49% e a de Flávio Bolsonaro ficou em 50%. O potencial de voto de Lula foi de 49% para 47% e o de Flávio Bolsonaro permaneceu em 47%.
O levantamento perguntou ainda como o entrevistado avalia o governo do presidente. Entre os entrevistados, 15% responderam ótimo, ante 16% na semana passada, 21% bom (21% na pesquisa passada) e 18% consideraram regular, ante 18% na pesquisa anterior.
Outros 7% consideraram o governo ruim, ante 7% no levantamento passado, e 39% como péssimo, mesmo porcentual da pesquisa de 31 de agosto. Já 1% não respondeu e não soube avaliar.
O trabalho do governo Lula foi aprovado por 45% ante 46% na semana passada e desaprovado por 50% dos entrevistados, ante 51% na pesquisa anterior. Os que não responderam e não souberam dar uma avaliação saíram de 2% para 4%.
