Após notícia sobre possível calote, Braskem (BRKM5) afirma à CVM que ainda não decidiu sobre reestruturação da dívida

A Braskem (BRKM5) informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que ainda não tomou qualquer decisão formal sobre uma eventual reestruturação de sua dívida, após questionamentos do regulador sobre reportagem publicada pelo Valor Econômico que apontava a possibilidade de inadimplência no pagamento de juros de títulos emitidos no exterior.
A petroquímica afirmou que segue avaliando alternativas para otimizar sua estrutura de capital, processo que conta com assessores financeiros e jurídicos especializados desde setembro de 2025.
Segundo a companhia, as análises continuam em andamento e as negociações com credores avançam de forma estruturada, conforme já havia sido informado nas demonstrações financeiras do primeiro trimestre de 2026.
A manifestação ocorre após reportagem do Valor Econômico afirmar que a Braskem poderia deixar de pagar cerca de US$ 150 milhões em juros de bonds com vencimento a partir de julho, enquanto negocia apoio de credores para uma possível recuperação extrajudicial. A matéria também mencionava que uma recuperação judicial não estaria descartada.
No esclarecimento enviado à CVM, a Braskem reconheceu que, no âmbito das discussões sobre sua situação financeira, estão sendo consideradas diferentes alternativas, incluindo eventuais medidas de reprogramação de obrigações financeiras e mecanismos de proteção contra credores.
Apesar disso, a companhia ressaltou que, até o momento, não existe qualquer definição formal sobre qual alternativa será adotada.
A Braskem enfrenta aumento das necessidades de capital de giro, pressão provocada pela alta da nafta e vencimentos relevantes de dívida previstos para os próximos meses.
