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Mundo
15/06/2026
2 min

Após pacto entre EUAe Irã, Israel diz que manterá tropas no Líbano

Após pacto entre EUAe Irã, Israel diz que manterá tropas no Líbano

Israel não pretende retirar suas tropas do sul do Líbano mesmo após o acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 15, pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

Segundo o ministro, as Forças de Defesa de Israel (FDI) permanecerão em áreas consideradas estratégicas no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza por tempo indeterminado. A justificativa, segundo ele, é garantir a segurança das fronteiras israelenses e impedir novas ameaças de grupos armados.

Katz afirmou que as zonas ocupadas continuarão sob controle militar israelense e que estruturas ligadas a organizações consideradas terroristas serão eliminadas.

"As tropas permanecerão nas zonas de segurança do Líbano, da Síria e de Gaza por tempo indeterminado para defender a fronteira e os assentamentos israelenses", afirmou o ministro em comunicado divulgado pela imprensa israelense.

O ministro também disse que o governo israelense já comunicou sua posição aos Estados Unidos. Segundo Katz, tanto ele quanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixaram claro ao presidente Donald Trump e a integrantes do governo americano que Israel não pretende abandonar as áreas ocupadas.

De acordo com o ministro, a permanência militar é uma consequência dos ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1.200 mortos.

Katz classificou a ocupação de territórios no Líbano, na Síria e em Gaza como uma das principais conquistas militares do país durante o conflito regional, chamado pelo governo israelense de "Guerra do Renascimento".

Acordo entre EUA e Irã prevê fim das hostilidades

As declarações acontecem um dia após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.

O entendimento foi mediado pelo Paquistão e prevê o fim das operações militares entre as partes. Segundo autoridades envolvidas nas negociações, a assinatura oficial do memorando de entendimento está marcada para sexta-feira, 19, na Suíça.

*Com EFE 

AutorEstela Marconi
FonteExame
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