Após pacto entre EUAe Irã, Israel diz que manterá tropas no Líbano

Israel não pretende retirar suas tropas do sul do Líbano mesmo após o acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 15, pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz.
Segundo o ministro, as Forças de Defesa de Israel (FDI) permanecerão em áreas consideradas estratégicas no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza por tempo indeterminado. A justificativa, segundo ele, é garantir a segurança das fronteiras israelenses e impedir novas ameaças de grupos armados.
Katz afirmou que as zonas ocupadas continuarão sob controle militar israelense e que estruturas ligadas a organizações consideradas terroristas serão eliminadas.
"As tropas permanecerão nas zonas de segurança do Líbano, da Síria e de Gaza por tempo indeterminado para defender a fronteira e os assentamentos israelenses", afirmou o ministro em comunicado divulgado pela imprensa israelense.
O ministro também disse que o governo israelense já comunicou sua posição aos Estados Unidos. Segundo Katz, tanto ele quanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixaram claro ao presidente Donald Trump e a integrantes do governo americano que Israel não pretende abandonar as áreas ocupadas.
De acordo com o ministro, a permanência militar é uma consequência dos ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1.200 mortos.
Katz classificou a ocupação de territórios no Líbano, na Síria e em Gaza como uma das principais conquistas militares do país durante o conflito regional, chamado pelo governo israelense de "Guerra do Renascimento".
Acordo entre EUA e Irã prevê fim das hostilidades
As declarações acontecem um dia após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.
O entendimento foi mediado pelo Paquistão e prevê o fim das operações militares entre as partes. Segundo autoridades envolvidas nas negociações, a assinatura oficial do memorando de entendimento está marcada para sexta-feira, 19, na Suíça.
*Com EFE
