Apple aposta em titânio americano para seu iPhone dobrável
Acordo com a Perryman prevê compras de até US$ 100 milhões em três anos; Apple também amplia parceria para a câmera do iPhone 18 Pro

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A Apple anunciou compras de até US$ 100 milhões de titânio da americana Perryman ao longo de três anos. O material será usado no iPhone Duo e em outros produtos. A empresa também ampliou um acordo com a Qnity para a câmera do iPhone 18 Pro. As parcerias integram o programa de produção nos Estados Unidos. O anúncio ocorre dias antes da chegada do dobrável às lojas, em meio à fila de pedidos.
A Apple anunciou nesta terça-feira, 20, um acordo para comprar até US$ 100 milhões em titânio ao longo de três anos da Perryman Company, fabricante da Pensilvânia. O metal abastecerá produtos como o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da empresa.
A companhia também ampliou a parceria com a Qnity Electronics, de Delaware, para produzir nos Estados Unidos películas usadas na câmera do iPhone 18 Pro. As duas iniciativas fazem parte do American Manufacturing Program, programa para ampliar a fabricação de materiais e componentes no país.
O acordo chega na semana de estreia do iPhone Duo nas lojas, marcada para sexta-feira, 23. Apresentado em setembro, o aparelho abre como um livro: tem uma tela externa de 5,4 polegadas e outra interna de 7,6 polegadas, com espaço para usar aplicativos lado a lado.
De onde vem o titânio do dobrável
A Perryman fará a fusão, o forjamento e a laminação do metal em sua unidade de Houston, cidade da Pensilvânia. Segundo a Apple, o material terá pelo menos 80% de conteúdo reciclado. A estrutura externa do Duo usa titânio de grau 5.
O anúncio detalha a origem de um material de um aparelho que já entrou em pré-venda. A Apple não informou se o contrato aumentará a produção do Duo a tempo de encurtar os prazos dos pedidos atuais.
Nos Estados Unidos, a espera pelo dobrável avançou para janeiro de 2027 logo após a abertura das encomendas em 16 de outubro, segundo a Bloomberg. A empresa continuou recebendo pedidos, mesmo depois de o estoque de estreia se esgotar.
O contrato vale por três anos; não há promessa de antecipar as entregas de quem já comprou o Duo.A câmera também entra na produção americana
A Qnity fornecerá películas para o sistema de abertura variável da câmera principal de 48 megapixels do iPhone 18 Pro. O mecanismo ajusta a quantidade de luz que entra na câmera e permite controlar a profundidade de campo, a faixa da imagem que aparece em foco.
A empresa já participava do programa industrial desde março. Na ocasião, a Apple anunciou novos projetos com Qnity, Bosch, Cirrus Logic e TDK, com previsão de gastar US$ 400 milhões até 2030 nesse conjunto de iniciativas.
A expansão mostra como a estratégia americana avança por fornecedores especializados: sensores, materiais para chips, vidro e, agora, o metal da estrutura do dobrável. Ter peças produzidas no país não significa que todo o telefone seja fabricado ali.
O plano vai além do novo iPhone
O programa foi lançado em agosto de 2025, quando a Apple elevou seu compromisso de gastos e investimentos nos Estados Unidos para US$ 600 bilhões em quatro anos. O pacote reúne produção industrial, pesquisa, desenvolvimento e outras atividades, e não apenas construção de fábricas.
Uma das principais frentes é a parceria com a Corning. A Apple anunciou US$ 2,5 bilhões para concentrar a fabricação dos vidros de cobertura de iPhones e Apple Watches em Harrodsburg, no Kentucky. As empresas também previram um centro conjunto para desenvolver materiais e processos de fabricação.
A aposta é levar mais etapas da cadeia de componentes aos Estados Unidos.Para o consumidor brasileiro, o calendário segue o já anunciado: a pré-venda começou em 16 de outubro e as entregas têm início previsto para o dia 23. O iPhone Duo custa a partir de R$ 21.999 no país, na versão de 256 GB. O novo contrato industrial não veio acompanhado de mudança no preço.
