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Sacre Investimentos
TecnologiaBDR
08/06/2026
3 min

Apple faturou US$ 1,14 bilhão por dia em 2025

Apple faturou US$ 1,14 bilhão por dia em 2025

Há uma forma de entender o tamanho da Apple que dispensa gráficos, relatórios e análises de Wall Street. Basta dividir a receita do último ano fiscal pelo número de dias do calendário e o resultado é um faturamento de cerca de US$ 1,14 bilhão por dia em vendas, incluindo fins de semana, feriados e o Natal.

A receita total do ano fiscal de 2025 foi de US$ 416 bilhões, recorde da empresa, segundo formulários 8-K arquivados na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês).

Oano fiscal da Apple vai de outubro a setembro — e foi composto por quatro trimestres, todos com recordes em pelo menos uma categoria.

O primeiro registrou receita de US$ 124,3 bilhões, alta de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O segundo somou US$ 95,4 bilhões, alta de 5%.

O terceiro, US$ 94 bilhões, alta de 10%. O quarto, US$ 102,5 bilhões, alta de 8%. O lucro líquido do ano foi de US$ 112 bilhões.

O segmento que explica tudo

O dado mais revelador não está no iPhone, mas nos serviços.

O segmento que reúne App Store, Apple Pay, Apple Music, Apple TV+ e iCloud bateu recordes históricos em todos os quatro trimestres do ano fiscal de 2025. A margem bruta desse segmento é de cerca de 75%, contra aproximadamente 37% dos produtos físicos como o iPhone, segundo a SEC.

Quando Tim Cook assumiu a Apple em 2011, o negócio de serviços praticamente não existia como categoria relevante.

Hoje responde por mais de um quarto da receita total e pela maior parte do lucro operacional. Sozinho, gera mais receita do que Netflix, Spotify e Adobe combinados, segundo o Financial Times.

A base que sustenta os números

A Apple encerrou o ano fiscal de 2025 com uma base instalada de dispositivos ativos com novo recorde em todas as categorias de produtos e todos os segmentos geográficos, segundo o CFO Kevan Parekh no comunicado à SEC.

Mais de 2,5 bilhões de dispositivos ativos no mundo (iPhones, iPads, Macs, Apple Watches e AirPods) cada um funcionando como ponto de entrada para o ecossistema de serviços e gerador de receita recorrente.

É essa base que explica por que o faturamento diário de US$ 1,14 bilhão não depende de um lançamento específico, de uma campanha ou de uma temporada de festas. Ele acontece todo dia porque há mais de dois bilhões de pessoas pagando pelo ecossistema Apple de forma recorrente.

O que vem pela frente

Na segunda-feira, 8, a Apple abre a WWDC 2026 com a tarefa de provar que consegue crescer sobre essa base numa era dominada por inteligência artificial.

A empresa investe US$ 14 bilhões em IA, enquanto a Amazon destina US$ 200 bilhões e o Google, US$ 180 bilhões ao mesmo segmento, segundo o SQ Magazine.

A Siri acumula atrasos. ANvidia acaba de entrar no mercado de laptops premium, território onde a Apple domina há anos.

Uma empresa que fatura US$ 1,14 bilhão por dia tem margem para errar. Em um setor onde a relevância pode desaparecer em dois ciclos de produto, nem essa margem é infinita.

AutorTamires Vitorio
FonteExame
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