Apple inaugura casa de shows para 600 pessoas em antiga usina histórica de Londres
Localizado na icônica Battersea Power Station, o Apple Music Hall une estúdios de gravação de ponta, som espacial e transmissões ao vivo para reaproximar artistas e fãs

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A Apple inaugurou nesta terça-feira, 22, o Apple Music Hall, uma casa de shows para 600 pessoas na Battersea Power Station, em Londres. O espaço reúne palco flexível, som espacial, estúdios de gravação e estrutura para transmissões ao vivo. O prédio, antiga usina a carvão, estampou a capa do álbum Animals, do Pink Floyd.
A antiga usina a carvão que estampou a capa de Animals, disco do Pink Floyd de 1977, com um porco inflável flutuando entre as chaminés, ganhou uma nova função musical. A Apple inaugurou nesta terça-feira, 22, o Apple Music Hall, uma casa de shows dentro da Battersea Power Station, às margens do rio Tâmisa, em Londres, prédio que também abriga a sede da empresa no Reino Unido.
O espaço é pequeno para os padrões de um grande show, com capacidade para 600 pessoas, e a escolha é proposital. Segundo a Apple, a casa foi pensada para "reduzir a distância entre intimidade e qualidade de produção, dando aos artistas um nível inédito de controle criativo".
Apple inaugura o Apple Music Hall na Battersea Power Station, em Londres (Apple/Divulgação)
O palco, de cerca de 11,5 metros de largura, pode ser montado de frente para a plateia ou no centro do salão, com o público ao redor, e um sistema de som espacial com 48 caixas envolve toda a audiência.
O diferencial, porém, está nos bastidores. Atrás do palco, dois estúdios de gravação e mixagem permitem registrar cada apresentação em várias faixas e produzir versões em áudio espacial, o formato de som imersivo que a Apple promove no Apple Music.
A casa tem estrutura para mais de 16 câmeras, ligadas a uma sala de controle de transmissão que combina câmeras profissionais com imagens feitas por iPhones. Na prática, um artista pode fazer um show, gravá-lo, mixá-lo e gerar um vídeo pronto para transmissão sem sair do prédio. As apresentações também serão transmitidas ao vivo para o mundo todo.
Do iTunes Festival à rádio ao vivo
A aposta em música ao vivo não é nova para a empresa. Durante anos, a Apple promoveu em Londres o iTunes Festival, que levava grandes artistas a casas de show pequenas e disponibilizava as apresentações em suas plataformas digitais.
"O profundo amor da Apple pela música vem desde o começo, do lançamento do iPod ao iTunes Music Festival e à estreia do Apple Music", afirmou Oliver Schusser, vice-presidente de Apple Music e Conteúdo Internacional da empresa, no comunicado de lançamento.
A inauguração também muda a rotina da Apple Music Radio. Todos os apresentadores e programas da rádio baseados em Londres passam a transmitir ao vivo a partir de estúdios em Battersea.
"Estamos sempre buscando novas oportunidades de conectar artistas e fãs, porque nós somos fãs", disse Zane Lowe, diretor criativo global do Apple Music e principal apresentador da Apple Music 1.
Palco e salão principal do Apple Music Hall, localizado na histórica usina Battersea Power Station, em Londres (Apple/Divulgação)
O projeto aproveita a história do endereço. Construída entre 1929 e 1955, a Battersea Power Station gerou energia a carvão para Londres até 1978 e passou décadas abandonada, alvo de projetos que não saíram do papel, incluindo um parque temático.
Reformado e reaberto como complexo comercial e residencial, o prédio já recebeu um show privado de Elton John em 2014 e, em março deste ano, uma apresentação do Mumford & Sons na celebração dos 50 anos da Apple.
A arquitetura da casa faz referência ao edifício histórico, com tijolos aparentes, arcos canelados e sacadas de bronze, além de uma grande parede de vidro com vista para a usina e para o rio. A programação e a venda de ingressos serão divulgadas no site e nas redes sociais do Apple Music Hall.
