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Sacre Investimentos
InvestMercadosBDR
25/06/2026
3 min

Apple tem pior dia na bolsa em um ano e perde US$ 265 bi em valor de mercado

Apple tem pior dia na bolsa em um ano e perde US$ 265 bi em valor de mercado

As ações da Apple tiveram o pior dia em um ano nesta quinta-feira, 25, refletindo o forte desconforto dos investidores diante das crescentes pressões na cadeia global de suprimentos. A decisão da companhia de repassar esses custos ao consumidor final disparou o sinal de alerta no mercado financeiro.

O movimento de desvalorização dos papéis ganhou tração logo após a gigante de tecnologia anunciar reajustes significativos nos preços de suas principais linhas de computadores e tablets. A medida drástica foi adotada para mitigar o encarecimento global de componentes e chips de memória.

O tamanho do reajuste nos produtos

Os aumentos de preços variaram entre US$ 100 e US$ 300, e impactam, principalmente, o portfólio de alta performance da marca.

O modelo MacBook Pro equipado com 1TB de armazenamento, por exemplo, teve seu preço elevado em US$ 300, passando a ser comercializado por US$ 1.999. Na categoria de tablets, o iPad Pro Wi-Fi de 256GB subiu US$ 200, alcançando o patamar de US$ 1.199.

Nem mesmo os dispositivos voltados para o mercado de entrada escaparam das correções. O MacBook Neo ficou US$ 100 mais caro, enquanto o iPad Air de 128GB sofreu um acréscimo de US$ 150.

O CEO da Apple, Tim Cook, já havia alertado o mercado em ocasiões anteriores que a escassez estrutural na indústria de semicondutores tornaria esse repasse de custos inevitável para proteger as operações da empresa.

Ceticismo com fornecedores e a parceria com a Intel

Além do impacto imediato na demanda, o mercado financeiro demonstrou profundo ceticismo em relação às alternativas operacionais e logísticas da empresa no curto prazo.

Rumores veiculados em redes sociais sobre um possível acordo de manufatura de chips com a Intel repercutiram rapidamente entre analistas, mas a especulação foi recebida com bastante cautela.

A Apple busca saídas urgentes para contornar os gargalos enfrentados pela sua principal fornecedora, a TSMC, que opera no limite da capacidade devido à explosão da demanda por inteligência artificial.

No entanto, especialistas ponderam que uma parceria com a Intel demandaria entre dois e três anos para gerar resultados práticos. Isso torna a produção em larga escala improvável antes de 2027 ou 2028.

Pressão nas margens de lucro e venda de ações

A percepção de risco sobre a rentabilidade futura da empresa se agravou após estrategistas do JPMorgan apontarem que o futuro iPhone 18 deverá ter um reajuste de preço bem mais tímido, estimado em cerca de US$ 50.

Para o mercado, isso indica que a Apple poderá ser forçada a absorver a maior parte da alta dos custos com memórias em sua linha de produtos mais importante, o que resultará na compressão de suas margens de lucro operacionais.

Os investidores também  reagiram negativamente à informação de que executivos do alto escalão da Apple se desfizeram de mais de US$ 111 milhões em ações da própria companhia nos últimos três meses. O movimento de venda interna reduziu a confiança do mercado na trajetória dos papéis.

AutorDa Redação
FonteExame
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