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Sacre Investimentos
EconomiaCMDT
13/10/2026
3 min

Apta: agronegócio paulista tem superávit de US$ 15,61 bilhões de janeiro a setembro

O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 15,61 bilhões nos nove primeiros meses de 2026, informou a Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. As exportações somaram US$ 20,08 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 4,47 bilhões. No período, o setor respondeu por 36,1% das exportações totais […]

Apta: agronegócio paulista tem superávit de US$ 15,61 bilhões de janeiro a setembro

O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 15,61 bilhões nos nove primeiros meses de 2026, informou a Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. As exportações somaram US$ 20,08 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 4,47 bilhões. No período, o setor respondeu por 36,1% das exportações totais do Estado, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,4% do total estadual.

O complexo sucroalcooleiro respondeu por 25,3% do total exportado pelo agronegócio paulista, com US$ 5,07 bilhões. Desse total, açúcar representou 93,2% e etanol, 6,8%. O grupo de carnes veio em seguida, com 16,7% das vendas externas do setor (US$ 3,35 bilhões), com a carne bovina respondendo por 83,4%.

O complexo soja representou 12,5% do total exportado, com US$ 2,50 bilhões, dos quais 80,7% referentes à soja em grãos e 13,5% ao farelo. Produtos florestais responderam por 12,2% (US$ 2,45 bilhões), com 61,4% de celulose e 31,7% de papel. Os sucos tiveram participação de 7,1%, com US$ 1,42 bilhão, sendo 96% suco de laranja.

Esses cinco grupos responderam, em conjunto, por 73,8% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupou a sexta posição, com 5,6% de participação (US$ 1,13 bilhão), sendo 65% de café verde e 30% de café solúvel.

Na comparação com igual período do ano passado, houve alta nos valores exportados de soja (+19,5%), carnes (+6,7%) e produtos florestais (+11,0%), e queda em sucos (-37,7%), sucroalcooleiro (-21,5%) e café (-16,5%), segundo a Apta.

Destinos

A China permaneceu como principal destino, com 24,9% de participação, comprando principalmente produtos dos complexos soja e carnes, além de florestais e do setor sucroalcooleiro. A União Europeia veio em seguida, com 14,0%, e os Estados Unidos responderam por 10,4%.

Apesar do crescimento de 6,7% nas exportações do grupo de carnes, a redução dos embarques de carne bovina para a China acendeu alerta para o agronegócio paulista. Um dos fatores é a cota de importação definida pelo governo chinês para a carne bovina brasileira.

O limite anual – de 1,10 milhão de toneladas em 2026 – foi atingido em 29 de setembro. Com isso, importações acima da cota passam a pagar tarifa adicional de 55%, além da alíquota regular, encarecendo a entrada do produto brasileiro no mercado chinês.

De janeiro a setembro de 2026, os embarques paulistas de carne bovina para a China recuaram 28,4% em volume na comparação com igual período de 2025. A retração foi mais acentuada no terceiro trimestre, quando as exportações caíram 77,8%.

A queda das compras chinesas foi parcialmente compensada por outros destinos. Os Estados Unidos aumentaram em 44% o volume de carne bovina adquirida de São Paulo entre janeiro e setembro de 2026, para 71,7 mil toneladas. A Rússia também se destacou, com crescimento de 146%, para 16 mil toneladas.

Segundo o diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, o esgotamento da cota chinesa limita a competitividade da carne brasileira no mercado asiático e altera a dinâmica das exportações.

Ele citou também a formação de estoques e a alta de preços no primeiro semestre como fatores que podem influenciar decisões de compra. “Um dos fatores a considerar é a alta de 24% nos preços da carne bovina no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Com a redução das importações, a China também pode buscar uma queda nos preços internacionais”, afirmou.

AutorEstadão Conteúdo
FonteMoney Times
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